Inflação do aluguel desacelera em junho e fica em 0,66%

IGP-M ficou no teto das estimativas dos analistas; Até junho, o indicador acumula taxas de 3,19% no ano e de 5,14% nos últimos 12 meses

Maria Regima Silva, da Agência Estado,

28 de junho de 2012 | 08h21

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou em junho. O indicador subiu 0,66% neste mês, após a alta de 1,02% em maio, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa ficou no teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, de 0,66%, enquanto o piso era de 0,50%. Com base no intervalo das previsões, a mediana encontrada era de 0,58%.

Nos três subíndices que compõem o IGP-M, o IPA-M subiu 0,74% em junho, depois de avançar 1,17% no mês anterior. O IPC-M teve expansão de 0,17%, contra taxa positiva de 0,49% em maio. Já o INCC-M ficou em 1,31% em junho frente a uma variação de 1,30% no mês passado, como já havia informado a FGV na terça-feira.

A taxa acumulada do IGP-M é utilizada como base para indexar grande parte dos contratos de aluguel. Até junho, o indicador acumula taxas de 3,19% no ano e de 5,14% nos últimos 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M deste mês foi do dia 20 de maio ao dia 20 de junho.

Consumo

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no âmbito do IGP-M acumula altas de 2,96% no ano e de 5,11% em 12 meses até junho. No mês, o IPC-M desacelerou e ficou positivo em 0,17%, contra alta de 0,49% em maio.

O resultado foi motivado principalmente pela mudança de sinal do grupo Transportes, que saiu de uma elevação de 0,13% no mês passado para uma queda de 0,78% em junho. A deflação foi influenciada pelo recuo nos preços apresentados no item automóvel novo, que teve baixa expressiva de 4,10% em junho (de -0,21% em maio), refletindo a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos.

A FGV também constatou desaceleração em outros quatro conjuntos de preços. O grupo Habitação passou de aumento de 0,48% em maio para 0,17% neste mês, com destaque para os preços de tarifa de eletricidade (de 1,36% para -0,34%). Em Despesas Diversas, houve aumento de 1,71% em junho, ante 3,87% no mês anterior. Neste caso, a FGV destaca os preços dos cigarros, que saíram de um forte aumento de 10,08%, para alta de 3,82%, enquanto vão sendo disseminados os efeitos do reajuste do produto em abril, em reação ao anúncio da cobrança do IPI do setor de fumos, que passou a valer em maio.

Os preços mais baixos dos medicamentos em geral (de 1,96% para 0,32%) ajudaram a deixar o grupo Saúde e Cuidados Pessoais com uma taxa menor em junho, de 0,45%, contra 0,88% em maio. Já o grupo Educação, Leitura e Recreação saiu de elevação de 0,18% para queda de 0,07% em junho.

Entre os produtos pesquisados, a FGV informou que os preços dos alimentos ao consumidor subiram, como era esperado pelos analistas e também como vêm mostrando outros IPCs. O grupo Alimentação avançou 0,61% ante 0,47% em maio. Os itens que mais influenciaram o movimento de aceleração dos preços foram hortaliças e legumes, que tiveram elevação expressiva de 7,53% em junho, após aumento de 2,95% no mês passado.

Os preços de Vestuário também registraram aumento em junho de 0,44%, depois de alta de 0,41% no mês anterior. O destaque neste grupo ficou por conta do item calçados (de 0,31% para 0,76%).

O grupo Comunicação (de -0,27 para -0,03%) também aparece na lista dos que mais contribuíram para a aceleração do IPC em junho. A desaceleração na queda dos preços desse conjunto de despesa foi puxada pelo item tarifa de telefone residencial (de -0,70% para -0,14%). 

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