Inflação do IGP-10 desacelera alta para 1,19% em abril

A desaceleração foi influenciada pelos preços no atacado, especialmente os agrícolas; apesar de alta mais fraca, resultado foi o mais elevado para o mês desde 2004

Idiana Tomazelli, da Agência Estado,

14 de abril de 2014 | 08h29

A inflação de abril medida pelo IGP-10 subiu 1,19% após alta de 1,29% em março, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado, anunciado nesta segunda-feira, 14, ficou dentro das projeções dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam uma taxa de 0,84% a 1,38%, com mediana de 1,10%.  

O resultado de abril é o mais elevado para o mês desde 2004. Naquele ano, a inflação medida por este indicador havia apresentado alta de 1,20%.

No caso dos três indicadores que compõem o IGP-10 de abril, os preços no atacado representados no IPA-10 tiveram alta de 1,42% este mês, após subirem 1,65% em março. Os ao consumidor medidos no IPC-10 avançaram 0,88%, após elevação de 0,70% no mês anterior. Já o INCC-10, da construção civil, teve taxa positiva de 0,39%, em comparação ao aumento de 0,31%, na mesma base.

Até abril, o indicador acumula altas de 3,40% no ano e de 7,77% em 12 meses. O período de coleta de preços para o IGP-10 foi do dia 11 de março a 10 de abril.

Produtos agrícolas. A desaceleração da inflação no âmbito do IGP-10 em abril foi influenciada pelos preços no atacado, especialmente os agrícolas. Grãos como soja e café perderam força. Apesar disso, itens importantes como carnes e alimentos in natura apresentaram taxa maior do que no mês de março, o que determinou o recuo ainda tímido nos preços. Neste mês, o IGP-10 avançou 1,19%, contra 1,29% em março.

Segundo a FGV, boa parte da desaceleração no atacado veio das matérias-primas brutas (2,29% para 1,28% entre março e abril). Contribuíram para esse movimento a laranja (14,89% para -13,03%), a soja em grão (2,83% para -0,26%), o milho em grão (8,58% para 6,69%) e o café em grão (26,11% para 11,55%).

Mesmo assim, algumas matérias-primas aceleraram, como leite in natura (0,46% para 4,96%), bovinos (2,96% para 5,00%) e aves (-0,27% para 2,95%).

Os bens finais, cuja taxa passou de 1,61% para 2,64%, impediram que a taxa do IGP-10 perdesse ainda mais força. Isso foi influenciado pelo subgrupo alimentos in natura, que ainda mostra fôlego, saindo de 11,22% em março para alta de 15,79% em abril. A batata-inglesa, por exemplo, subiu 38,71% em abril, contra 6,51% em março.

Os bens intermediários, por sua vez, deram alívio ao índice, ao passar para alta de 0,36%, contra elevação de 1,15% em março. Segundo a FGV, quatro dos cinco subgrupos apresentaram desaceleração, com destaque para materiais e componentes para a manufatura (1,41% para 0,25%).

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