Inflação em 2013 será menor que taxa em 2012, diz Tombini

Presidente do Banco Central citou a moderação da evolução dos salários e o crescimento do crédito em um ritmo mais modesto como fatores que contribuirão para isso

Eduardo Cucolo, Célia Froufe e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

17 de dezembro de 2012 | 11h02

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que a inflação em 2013 ficará abaixo do nível verificado em 2012. Tombini afirmou que há uma série de fatores que apontam na mesma direção da visão do BC, entre eles a moderação da evolução dos salários e o crescimento do crédito em um ritmo mais modesto.

Tombini afirmou também que a economia brasileiro registrou no terceiro trimestre uma retomada mais lenta do que se supunha, mas que o crescimento é firme e está ganhando velocidade. "O Brasil tem todas as condições de retomar uma trajetória de crescimento mais forte do ponto de vista da estabilidade monetária e financeira. O Brasil vai bem, obrigado."

O presidente do BC disse ainda que o sistema financeiro nacional está sólido, bem capitalizado, rentável e bem provisionado. Tombini participou nesta manhã de café da manhã com jornalistas na sede do Banco Central.

Medidas do governo

O presidente do Banco Central afirmou que as medidas tomadas pelo governo até agora também contribuirão para a redução da inflação em direção à trajetória de metas. "As medidas tomadas terão repercussão direta sobre a inflação nos próximos meses", disse Tombini.

O presidente do BC afirmou que o próprio cenário internacional apresentou melhoras em "várias dimensões", mas ainda vem apresentando crescimento abaixo da taxa de expansão dos últimos anos. "Não há um cenário inflacionário vindo do exterior", afirmou.

Em relação às condições da economia doméstica, Tombini citou o elevado nível das reservas internacionais, condições "confortáveis" de financiamento do balanço de pagamento, uma questão fiscal equacionada e uma relação dívida/PIB declinante. O presidente do BC afirmou ainda que o resultado nominal do setor público colocaria o Brasil bem posicionado em qualquer comparação internacional. "Essas são todas condições para o Brasil crescer mais no futuro", completou.

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