Inflação em SP acelera para 0,27% na 2ª prévia de julho

Dos sete grupos pesquisados no IPC-Fipe, apenas dois, Vestuário e Educação, tiveram desaceleração da alta de preços em relação ao levantamento anterior

Hélio Barboza e Flavio Leonel, da Agência Estado,

20 de julho de 2011 | 05h44

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), registrou inflação de 0,27% na segunda quadrissemana de julho, depois de ter apontado alta de 0,19% na primeira quadrissemana. O indicador, que mede a inflação da cidade de São Paulo, ficou acima da mediana das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que era de 0,25%. As previsões iam de 0,21% a 0,34%. No segundo levantamento de junho, o IPC havia registrado deflação de 0,08%.

Dos sete grupos pesquisados, dois tiveram desaceleração da alta de preços em relação ao levantamento anterior: Vestuário, que passou de uma inflação de 0,63% para uma deflação de 0,05%, e Educação, que havia apresentado alta de 0,21% na primeira quadrissemana e agora apontou 0,20%.

Todos os demais grupos tiveram aceleração de preços. No grupo Habitação, os preços haviam subido 0,20% na primeira quadrissemana e tiveram alta de 0,25% na segunda quadrissemana. Em Alimentação, os preços passaram de uma elevação de 0,01% no primeiro levantamento do mês para uma alta de 0,15% na segunda pesquisa.

No grupo Transportes, os preços saíram de uma deflação de 0,12% na primeira quadrissemana de julho para uma inflação de 0,17%. O grupo Despesas Pessoais, que havia registrado alta de 0,76% no último levantamento, acelerou para 0,77%. Em Saúde, os preços haviam apresentado alta de 0,23% na pesquisa anterior e agora aceleraram para 0,34%.

Altas

O item Viagens (Excursão) liderou o ranking de contribuições de alta do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na segunda quadrissemana de julho. De acordo com o instituto, o item apresentou alta de 4,45% e representou 17% de toda a taxa de inflação do período, que foi de 0,27%. Segundo o coordenador do IPC, Antonio Evaldo Comune, o comportamento do preço do item é condizente com o período de férias escolares do meio do ano.

Na sequência dos principais itens que mais contribuíram para a elevação da taxa de inflação na capital paulista, ficou o preço do Etanol, que avançou 5,66% e representou 15% da inflação pesquisada. A terceira colocação do ranking ficou com o item Refeição Fora do Domicílio, cujo valor médio apresentou alta de 1,16% e respondeu por 8% do IPC.

Na quarta posição, empatados com participação de 7% no cálculo da inflação paulistana, ficaram os itens Contrato de Assistência Médica, Combo (TV-internet-telefone) e Lanche. O primeiro subiu 0,58%; o segundo avançou 7,53%; e o terceiro apresentou elevação de 3,91%. As contribuições de alta no IPC são amparadas no peso que cada item possui no gastos das famílias paulistanas.

Na outra ponta do ranking, a gasolina foi o líder de contribuição de baixas no IPC. O combustível recuou 1,48% e representou um alívio de 11% na taxa de inflação. Foi seguido pela queda de 2,27% do frango (contribuição negativa de 8%); pelo declínio de 2,46% no valor médio do arroz (contribuição de -7%); e pela baixa de 5,95% no preço médio do tomate, que representou alívio de 5,51% para o IPC.

Veja como ficaram os grupos que compõem o IPC na segunda quadrissemana de julho:

Habitação: 0,25%

Alimentação: 0,15%

Transportes: 0,17%

Despesas Pessoais: 0,77%

Saúde: 0,34%

Vestuário: - 0,05%

Educação: 0,20%

Geral: 0,27%

(Texto atualizado às 14h31)

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