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Inflação global dos alimentos deve perder força em 2012, diz Moody’s

A agência destacou, no entanto, que algumas companhias do setor podem tentar retomar lucros por meio do aumento de preços  

Filipe Domingues, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2011 | 15h09

LONDRES - A inflação global de commodities alimentares provavelmente vai perder força em 2012, afirmou no último domingo, 18, a agência de classificação de risco Moody's Investor Service. Entretanto, a agência alertou que as companhias de alimentos podem tentar retomar lucros mais expressivos por meio da elevação de preços, depois de esgotar as possibilidades de medidas para preservar as margens de lucro.

Segundo a Moody's, ao longo do último ano, o setor de alimentos foi capaz de amenizar o impacto da alta das commodities repassando-a ao consumidor. Grandes empresas europeias e multinacionais como Nestlé, Unilever e Danone reduziram custos e transmitiram a elevação de preços, apesar de um atraso de três a seis meses. Essas companhias têm portfólios muito fortes e diversificados, disse a Moody's, de modo que geralmente se beneficiam de posições de liderança e mais alavancagem em negociações com varejistas.

A Moody's acrescentou que grandes varejistas de alimentos como Tesco e Carrefour foram capazes de se ajustar à inflação de alimentos, ampliando a variedade de produtos, reduzindo os custos e lançando novas promoções. Companhias como Campofrio Food Group tiveram de reduzir custos, negociar elevações de preço e desenvolver produtos inovadores ou novos canais de distribuição, entre outras medidas, observou a Moody's.

Mas a desaceleração da demanda por conta das incertezas na economia europeia dificultarão uma manobra semelhante no futuro, avalia a Moody's. As margens de lucro podem se contrair se os custos subirem de novo. A companhia de rating afirmou que os preços das commodities subiram rapidamente no primeiro semestre de 2011, aumentando os custos de insumos de muitas indústrias. Entretanto, Moody's recordou que as cotações de algumas commodities permanecem em níveis historicamente elevados, apesar da incerteza sobre o crescimento econômico e a demanda.

As informações são da Dow Jones.

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