Inflação na zona do euro acelera para 2,7% em setembro

Pressionado por energia e impostos, índice ficou acima da meta de 2% do Banco Central Europeu

Danielle Chaves e Sergio Caldas, da Agência Estado ,

28 de setembro de 2012 | 09h14

BRUXELAS - A taxa anual de inflação da zona do euro registrou aceleração em setembro, influenciada pela alta dos preços de energia e a elevação de impostos sobre as vendas imposta por governos locais que implementam programas de austeridade.

A alta surpreendeu e deixou a inflação da região ainda mais acima da meta anual do Banco Central Europeu, que é de pouco menos de 2,0%. Isto significa que é menos improvável que o BCE reduza sua taxa básica de juros para ajudar na recuperação da economia da área do euro.

A agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat, disse hoje que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da região subiu 2,7% no período de 12 meses até setembro, depois de avançar 2,6% nos 12 meses até agosto. Economistas pesquisados pela Dow Jones previam que a taxa anual desaceleraria para 2,4% em setembro

Os preços de energia aumentaram 9,2% nos 12 meses até setembro, após subirem 8,9% nos 12 meses até agosto, segundo a Eurostat.

Espanha

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) harmonizado da Espanha subiu 3,5% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Em agosto a alta anual havia sido de 2,7%.

O CPI harmonizado é uma medida de inflação de referência para a zona do euro e dá um peso maior para vendas e descontos do que o índice nacional espanhol. Usando a metodologia espanhola, o CPI também subiu 3,5% em setembro, após o aumento de 2,7% em agosto.

Itália

O índice de preços ao consumidor da Itália em setembro ficou estável ante agosto e subiu 3,2% em relação a igual mês do ano passado, segundo dados preliminares divulgados hoje pela instituto nacional de estatísticas Istat. Economistas consultados pela Dow Jones esperavam uma queda mensal de 0,1% e um ganho anual de 3,1%.

Os resultados de setembro foram atribuídos à elevação de preços relacionados ao setor de educação e dos alimentos. As informações são da Dow Jones.

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