Inflação na zona do euro atinge em abril o maior nível desde outubro de 2008

Índice de preços subiu para 2,8% na comparação com mesmo mês de 2010, reforçando motivos para que o Banco Central Europeu aperte a política monetária

Danielle Chaves, da Agência Estado,

29 de abril de 2011 | 08h05

A taxa de inflação da zona do euro inesperadamente subiu em abril, para o maior nível em 30 meses, segundo dados preliminares da Eurostat, reforçando os motivos para que o Banco Central Europeu (BCE) aperte a política monetária.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu para 2,8% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, a mais alta desde outubro de 2008. Economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam que a taxa de inflação ficasse estável em 2,7%, o mesmo nível registrado em março.

A Eurostat não publica detalhes sobre a inflação em sua pesquisa preliminar. No entanto, os preços vêm sendo puxados pelos maiores custos da energia, que alimentaram um aumento nos transportes, óleo de calefação, eletricidade e gás.

Sentimento econômico

O Índice de Sentimento Econômico da zona do euro caiu para 106,2 em abril, de 107,3 em março, uma queda maior do que a prevista e a menor leitura em cinco meses, segundo dados da Comissão Europeia. Economistas ouvidos pela Dow Jones previam que o índice cairia para 107,0.

O índice de clima para negócios caiu para +1,28 em abril, de +1,43 em março. O índice para companhias do setor de serviços diminuiu para +10,4, de +10,8, e entre as empresas do setor industrial recuou para +5,8, de +6,7. A confiança do consumidor declinou em abril para -11,6, de -10,6 em março, o menor nível em nove meses e pior do que a estimativa inicial de -11,4.

O humor das empresas e dos consumidores da zona do euro piorou à medida que os preços do petróleo subiram, as preocupações com a situação fiscal dos países do bloco prosseguiram e o Banco Central Europeu (BCE) elevou a taxa de juros básica pela primeira vez desde a crise global.

Vendas no varejo

As vendas no varejo da Alemanha caíram 2,1% em março, em termos ajustados, na comparação com fevereiro, informou o Destatis. Em fevereiro havia sido registrada queda de 0,4%. O declínio de março foi maior do que o esperado pelos economistas ouvidos pela Dow Jones, que previam queda de 0,4%.

Em comparação com março do ano passado, as vendas no varejo diminuíram 3,5%. As vendas de alimentos, bebida e tabaco recuaram 4,8% ante março de 2010, em termos ajustados. As vendas de produtos não alimentícios caíram 2,4%.

Preços ao produtor

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da França subiu 0,9% em março, em relação a fevereiro, e 6,6% em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a agência nacional de estatísticas, a Insee.

O aumento reflete os maiores preços do refino e do carvão de coque, que subiram 7,2% em março, em comparação com 4% de alta em fevereiro. Os preços dos alimentos subiram 0,7% em março, depois da alta de 1% de fevereiro. As informações são da Dow Jones.

(Texto atualizado às 8h47)

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