Inflação na zona do euro surpreende e acelera a 3%

Alta pode descartar a possível redução de juros pelo BCE na semana que vem

Reuters,

30 de setembro de 2011 | 07h31

Os preços ao consumidor da zona do euro subiram 3% na comparação anual em setembro, seguindo a inflação surpreendentemente alta na Alemanha e podendo descartar a possível redução de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) na semana que vem.

As expectativas cresciam entre investidores sobre um eventual corte da taxa básica de juros para ajudar a economia enfraquecida da Europa e aliviar os efeitos da crise de dívida da região, que mina a confiança empresarial e aumenta a chance de uma nova recessão.

A inflação de 3% para os 17 países que partilham o euro é a primeira estimativa da agência de estatítiscas Eurostat para este mês e contraria previsões de 2,5% feitas por economistas ouvidos pela Reuters. Em agosto, a inflação foi de 2,5%.

Com o crescimento manufatureiro em desaceleração, o BCE mudou de tom na última reunião de política monetária, em setembro, para abrir a possibilidade para cortes de juros, sinalizando que interrompeu o ciclo de aperto iniciado cinco meses atrás.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse na ocasião que havia "riscos negativos intensificados" para a economia da zona do euro e que o banco espera que a inflação fique abaixo de 2% em 2012.

Mas na Alemanha, maior economia europeia, os preços ao consumidor tiveram alta anual de 2,6% em setembro, ante avanço de 2,4% no mês anterior, com inflação mensal de 0,1% - ante expectativas de uma queda da mesma magnitude.

A estimativa preliminar da Eurostat para setembro não inclui cálculos mensais e dados detalhados.

A Eurostat também informou nesta sexta-feira que o desemprego na zona do euro ficou estável em 10 por cento em agosto, ante 10,2% no mesmo mês do ano passado. Isso sugere que as empresas ainda não estão demitindo, apesar da perda de velocidade da economia.

(Reportagem de Robin Emmott)

Tudo o que sabemos sobre:
MACROEUROPAINFLACAO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.