Inflação pelo IGP-DI sobe 0,40% em janeiro, diz FGV

Com o resultado do mês passado, o IGP-DI acumulou alta de 5,62% em 12 meses

Idiana Tomazelli, da Agência Estado,

07 de fevereiro de 2014 | 08h20

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 0,40% em janeiro, após subir 0,69% em dezembro, divulgou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta sexta-feira, 7. Com o resultado do mês passado, o IGP-DI acumulou alta de 5,62% em 12 meses.  

O resultado de janeiro ficou dentro do intervalo das projeções do mercado financeiro. De acordo com estimativas de 31 instituições ouvidas pelo AE Projeções, as expectativas foram de 0,35% a 0,55%, e levemente abaixo da mediana de 0,41%. A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O IPA-DI, que representa o atacado, ficou em 0,12% no mês passado, após ficar em 0,78% em dezembro.

Por sua vez, o IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, cresceu 0,99% em janeiro, em comparação com alta de 0,69% em dezembro. Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, apresentou alta 0,88% no mês passado, em comparação com avanço de 0,10% em dezembro. O período de coleta de preços para o IGP-DI de janeiro foi do dia 1º ao dia 31 do mês passado.

Atacado. A desaceleração do IGP-DI em janeiro ante de dezembro foi puxada pelo atacado, cujos preços avançaram em ritmo menor no primeiro mês do ano. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,12%, depois de aumentar 0,78% em dezembro.

Um dos principais efeitos sentidos neste mês é o fim do impacto do reajuste dos preços do diesel e da gasolina, que impulsionaram a taxa de dezembro. Com isso, os bens intermediários passaram a subir 0,78%, ante 1,16% no último mês de 2013. Os combustíveis e lubrificantes para a produção deram alívio, com avanço de 1,7%, depois de aumentar 4,86% em dezembro.

A desaceleração no IPA também foi influenciada pelas matérias-primas brutas, que tiveram queda de 0,68% em janeiro. Os produtos agrícolas foram os principais responsáveis por esse movimento, com destaque para soja em grão (0,77% para -8,41%), leite in natura (-4,05% para -6,58%) e milho em grão (5,40% para 2,33%).

As matérias-primas industriais também contribuíram para a desaceleração, mas em menor medida, já que o minério de ferro acelerou o ritmo de alta, de 1,16% para 2,07%. Também influenciaram positivamente o indicador a mandioca (aipim) (-2,97% para 8,76%), e a cana-de-açúcar (0,06% para 0,44%).

Os bens finais desaceleraram ligeiramente, de 0,14% para 0,13% em janeiro, influenciados pelos alimentos processados (0,88% para 0,01%).

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