Paulo Liebert/AE
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Inflação pelo IPCA-15 sobe 0,76% em janeiro, acima das previsões

Em dezembro de 2010, indicador registrou alta de 0,69%; em 12 meses, IPCA-15 acumula alta de 6,04%

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

26 de janeiro de 2011 | 09h09

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - 15 (IPCA-15) atingiu 0,76% em janeiro deste ano, ante 0,69% em dezembro do ano passado. O resultado, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou acima do teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE-Projeções, que esperavam inflação entre 0,57% e 0,75%, com mediana das previsões em 0,69%. A taxa também foi superior à apurada em janeiro de 2010, quando o IPCA-15 subiu 0,52%. Com o resultado anunciado há pouco, o IPCA-15 acumula inflação de 6,04% em 12 meses, até janeiro deste ano.

Tarifa de ônibus

O aumento de 1,77% nas tarifas de ônibus urbano foi destaque no IPCA-15 de janeiro, segundo informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta de ônibus urbano respondeu pelo maior impacto individual no mês, com contribuição de 0,07 ponto porcentual na taxa do índice em janeiro (0,76%), entre os preços pesquisados na inflação do varejo em janeiro.

O instituto lembrou que a elevação em ônibus urbano refletiu os aumentos, em janeiro, de 3,48% na tarifa deste serviço nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte e Salvador; de 3,33% em São Paulo; e de 1,74% em Recife.

O IBGE informou ainda que houve aumentos nos preços das tarifas dos ônibus intermunicipais (1,30%) e interestaduais (1,34%), em janeiro, o que ajudou a elevar a inflação do grupo transportes, de dezembro para janeiro (0,17% para 0,89%).

Alimentos

A inflação de alimentos e bebidas desacelerou, de dezembro do ano passado para janeiro deste ano (de 1,84% para 1,21%). Porém, mesmo com o recuo, os produtos alimentícios responderam por 37% do IPCA-15 de janeiro, que subiu 0,76% no mês, segundo informou o IBGE.

O instituto informou que, entre os alimentos, alguns apresentaram aumentos menos intenso de preços, ou até permaneceram em deflação, de dezembro para janeiro. Ocorreram desacelerações de preços em carnes (de 1,08% para 0,11%); açúcar cristal (de 4,12% para 2,07%), e açúcar refinado (de 8,24% para 3,04%), o que ajudou a diminuir o ritmo da inflação dos alimentos no varejo.

Outros produtos dentro do grupo alimentação permaneceram em queda, no mesmo período, como feijão carioca (de -12,72% para -16,98%), feijão preto (de -0,46% para -3,53%) e batata-inglesa (de -3,62% para -2,53%).

Entre os in natura, o IBGE informou que, de dezembro para janeiro, houve mudanças expressivas de trajetórias de preços, como em tomate (de -6,19% para 23,47%), e cebola (de -3,15% para 5,55%). No mesmo período, chegaram ao fim as quedas de preços em hortaliças e verduras (de -1,43% para 8,57%) e em frutas (de -1,16% para 3,93%).

(Texto atualizado às 9h26) 

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