Infraero busca sócios para subsidiária

Ideia é que a nova divisão, a Infraero Serviços, concorra em eventuais concessões de aeroportos regionais e preste consultoria

Luciana Collet, da Agência Estado,

24 de maio de 2013 | 14h33

SÃO PAULO - A Infraero conversa com pelo sete operadores aeroportuários para ser o sócio estratégico da Infraero Serviços, informou nesta sexta-feira o presidente da Infraero, Antonio Gustavo Matos do Vale. Entre eles estão os operadores dos aeroportos de Munique e Berlim.

De acordo com Vale, a ideia é que o novo sócio seja escolhido até o final do ano, uma vez que a companhia deve estar pronta para operar a partir de janeiro. O prazo para a busca do novo sócio, porém, está ampliado em relação ao que foi inicialmente estimado, de que um parceiro seria escolhido até junho deste ano.

A Infraero Serviços deve concorrer com outros operadores em eventuais concessões de aeroportos regionais (estaduais e municipais), além de realizar consultoria e outros serviços para esse mercado. Além disso, Vale não descarta a atuação no exterior.

Questionado sobre o montante que se gostaria que o sócio aportasse na empresa, ele disse que o valor ainda está sendo estudado pelo Banco do Brasil, que realiza a precificação e o plano de negócios da Infraero Serviços. "Esperamos que até o final de outubro tenhamos pronto o plano de negócios para que possamos procurar operadores internacionais para oferecer essa participação minoritária", afirmou.

Vale disse que deverá ter uma restrição ao parceiro no que diz respeito à experiência na administração de aeroportos, a exemplo do que está sendo exigido para o operador dos aeroportos de Confins e Galeão, para os quais o governo definiu que o operador deverá ter experiência na operação de aeroportos com 35 milhões de passageiro/ano. "Mas deve ser bem melhor do que isso, já que nós já somos o grande", disse.

Segundo ele, a ideia é que o sócio possa trazer nova tecnologia e sistemas, além de expertise na administração de aeroportos. "O monopólio traz uma certa acomodação, não se busca novas tecnologias. Mas a concorrência obriga a buscar e como sabemos que na Europa tem inúmeros operadores e o circuito é pequeno, vamos aprender com eles", disse.

Já os planos de abertura de capital da empresa estão mantidos para 2017. "Antes de qualquer coisa, precisamos definir quais são os ativos da Infraero", justificou Vale, sinalizando que é necessário primeiro que a empresa detenha a concessão de alguns aeroportos.

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