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Eraldo Peres/AP
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Inimigo da Petrobrás hoje é o câmbio, diz Graça Foster

Segundo a ex-presidente da companhia, que presta depoimento na CPI da Petrobrás, o dólar acima de R$ 3 prejudica a empresa

Bernardo Caram, Daiene Cardoso e Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

26 de março de 2015 | 12h35

BRASÍLIA - A ex-presidente da Petrobrás Maria das Graças Foster afirmou que o câmbio atual é inimigo da estatal. "O câmbio acima de três reais é muito ruim para a Petrobrás", disse. Em fevereiro, Graça renunciou à presidência da Petrobrás. Nesta quinta-feira, 26, ela presta depoimento na CPI da Petrobrás da Câmara.

Graça afirmou que a empresa ainda consegue manter resultados positivos. "Mesmo assim, temos uma defasagem de preços de combustível que melhora o caixa da Petrobrás", afirmou, em depoimento na CPI da Petrobrás.

A gestora defendeu ainda a exploração do pré-sal. Segundo ela, o pré-sal continua sendo uma grande oportunidade. "É importante que a Petrobrás continue investindo em tecnologia para que continue a ser competitiva", disse. 

Nesta quinta-feira, o Conselho da Petrobrás encontra-se reunido no Rio de Janeiro para discutir a metodologia que será usada para calcular as perdas no patrimônio causadas pelo esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Durante seu depoimento, Graça Foster negou que a presidente Dilma Rousseff a tenha proibido de divulgar perdas estimadas com corrupção no balanço - cálculo que, envolvendo ativos superestimados, alcançou o valor de R$ 88 bilhões.

A modelagem encontrada pela nova direção da Petrobrás para registrar no balanço as perdas decorrentes de atos de corrupção levará em conta os sobrepreços verificados nos projetos listados na investigação da Operação Lava Jato. Dessa forma, segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, foram contabilizados os valores iniciais de cada projeto e os acréscimos ao longo da obra. Ponderadas as justificativas, o valor final indica o eventual superfaturamento.

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