Instituto de Agropecuária confirma novo foco de Sigatoka em MG

Belo Horizonte, 15 - O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) confirmou hoje a descoberta de um novo foco de Sigatoka Negra em plantações de banana no município de Coronel Pacheco, zona da mata mineira. Com este, já são três os casos de contaminação no Estado. No início deste mês, o instituto havia divulgado a ocorrência da doença em Gonçalves e Piranguçu, próximas à divisa com São Paulo. De acordo com a superintendente de Produção Vegetal do IMA, Vânia Maria de Carvalho, a doença foi identificada em três pequenas propriedades de Coronel Pacheco. Há pouco mais de dois meses, o IMA iniciou a coleta de amostras de material nas regiões produtoras de banana do Estado, depois de constatada a disseminação da Sigatoka em São Paulo. O responsável pelas análises foi o laboratório de Doenças Tropicais da Embrapa em Manaus (AM), que identificou apenas estes três casos. A idéia agora, segundo a superintendente de Produção Vegetal da instituição, é continuar o monitoramento por meio de três barreiras fixas instaladas no norte do Estado e de 13 barreiras móveis. Entre as medidas já adotadas para evitar que a doença se espalhe estão a proibição da entrada de frutas e mudas provenientes de São Paulo, Mato Grosso, Roraima, Pará, Rondônia, Amapá, Acre e Amazonas. Foi também vedada a utilização da folha de bananeira como material para proteção e acondicionamento de qualquer produto vegetal, bem como o retorno à origem de material utilizado para proteger frutos de banana em trânsito. Além disso, os técnicos deverão cumprir à risca a portaria divulgada pelo Ministério da Agricultura em 2002, que determina que o acondicionamento de frutas só pode ser feito em recipientes descartáveis ou que possibilitem a desinfestação. Minas Gerais possui uma área plantada de 40 mil hectares de banana, que foram responsáveis por uma produção de aproximadamente 550 mil toneladas no ano passado. A maior parte das plantações está concentrada na região norte do Estado, com 22 mil hectares, principalmente em áreas irrigadas do Projeto Jaíba.

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