Votorantim Cimentos
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Instituto Votorantim lança fundo de R$ 20 milhões para investir em startups

Empresas em estágio inicial deverão atuar em três áreas ligadas ao desenvolvimento sustentável do País: água e saneamento, economia de baixo carbono e habitação de interesse social

Wagner Gomes, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2021 | 11h50

O Instituto Votorantim lança, nesta quinta-feira (9), um fundo de R$ 20 milhões voltado para financiar startups que atuem com negócios de impacto socioambiental e estejam em fase inicial. Os investimentos serão feitos ao longo de cinco anos, com recursos das empresas Votorantim Cimentos, banco BV, CBA, Nexa, Votorantim Energia, Citrosuco e Altre, além do próprio Instituto. Os aportes serão realizados em duas fases e vão de R$ 250 mil a R$ 1,5 milhão por empresa. Os primeiros investimentos serão feitos já em 2022.

 "Percebemos que, apesar do cenário abundante de venture capital no País, nesses segmentos faltam investidores nos estágios mais iniciais das empresas, o chamado pioneers gap. Nessa fase, o investidor assume mais riscos, mas entendemos que é exatamente onde a contribuição ao ecossistema se faz mais necessária. Queremos fechar esse gap de recursos, apoiando o empreendedor para que ele escale mais rápido o seu negócio, e principalmente o seu impacto", afirma Cloves Carvalho, diretor presidente do Instituto Votorantim.

As startups beneficiadas deverão trabalhar com três áreas básicas para o desenvolvimento sustentável do País: água e saneamento, economia de baixo carbono e habitação de interesse social.

Segundo o Instituto, haverá métricas para calcular os impactos sociais e ambientais alcançados pelas iniciativas, e, com o desenvolvimento das startups, o retorno financeiro dos investimentos permitirá ao fundo reinvestir mais capital para continuar multiplicando o impacto socioambiental da iniciativa. A gestão desse processo será feita pelo Instituto Votorantim.

 "A ideia é ajudar as empresas que estão em fase inicial passar pelo vale da morte e ajudá-las a entrar no alvo das grandes companhias. Além do aspecto financeiro, vamos ajudar esses iniciantes a mensurar o impacto do seus projetos e a escrever uma tese para vender aos interessados mais para a frente", diz.

O Instituto pesquisou até agora 635 startups e já conversou com 184. Desse total, 25 startups já estão em uma segunda conversa. Carvalho explica que dos três temas, água e saneamento é o ecossistema mais pobre e sem muitas propostas. Alguns apresentam soluções para monitorar e reduzir vazamento já que a perda de água na distribuição é sempre muito grande.

 

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