Intelig negocia acordos com elétricas e conclui rede com TIM

Operadora de longa distância quer ampliar alcance em grandes cidades

Reuters,

20 de maio de 2010 | 16h17

A Intelig, empresa de telefonia de longa distância comprada pela TIM Participações em 2009, está negociando parcerias com agentes do setor elétrico para ampliar seu alcance nas grandes cidades do Brasil.

A companhia prevê concluir no final de junho a integração de sua rede com a infraestrutura da operadora celular, gerando ganhos de escala e economia de custos ao grupo.

A Intelig iniciou operações em 2000 e passou anos sob a condição de empresa à venda, enquanto rivais como a Embratel cresceram com a forte expansão do mercado brasileiro de telecomunicações.

Agora, sob a tutela da TIM, a companhia tem meta de triplicar sua receita até 2012, após os R$ 650 milhões registrados em 2009.

Para alcançar o objetivo, o novo presidente da Intelig, Antonino Ruggiero, oriundo da TIM, afirmou nesta quinta-feira, 20, que será muito agressivo na oferta de serviços ao varejo e de pacotes de telefonia fixa e móvel para o segmento corporativo.

No varejo, onde a empresa começou como prestadora de telefonia de longa distância nacional e internacional, a Intelig avalia iniciar uma operação de telefonia residencial em 2011, começando por São Paulo, disse Ruggiero, o que colocaria a companhia batendo de frente com o território da Telefônica, do grupo espanhol de mesmo nome.

"Queremos entrar sim (no residencial) no tempo certo. Estamos estudando para o próximo ano", disse o executivo, afirmando ainda que a Intelig está muito atenta ao segmento de renda mais baixa formado pela classe C.

Parte do esforço de aumentar a receita da Intelig envolve também negociações de acordos com 15 a 20 companhias elétricas do país, após a parceria acertada com a AES Eletropaulo em São Paulo para oferta de banda larga pela rede elétrica da distribuidora.

A Intelig recentemente lançou oferta de chamadas de longa distância nacional a R$ 0,10 o minuto, valor que afirma ser três vezes mais barato que o de competidores, e promoção que inclui ligações gratuitas ilimitadas para celulares da TIM.

No mercado corporativo, a meta é triplicar em dois anos a presença da companhia entre grandes empresas. Atualmente, a Intelig está presente em 20% desse mercado e quer chegar aos 60% em 2012, disse Ruggiero.

Desde o início do esforço de "relançamento" da empresa, a Intelig capturou alguns clientes de peso como grupo Pão de Açúcar e Embraer, disse o executivo. "Nessa carteira de grandes empresas, a TIM tem 83% de penetração, por exemplo", afirmou.

Nesse sentido, Intelig e TIM estão oferecendo pacotes integrados de telefonia fixa e móvel e serviços de dados a empresas, aproveitando a integração das redes que deve gerar melhorias no resultado do grupo no segundo trimestre, disse Ruggiero.

O executivo afirmou que não é intenção do grupo abandonar a marca Intelig e sim buscar uma integração ainda maior das duas operações. Além disso, o código 23 de longa distância da Intelig será mantido junto com o 41 da TIM, pelos menos nos próximos 18 meses, antes que o grupo seja obrigado a devolver um deles para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Por Alberto Alerigi Jr.

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