Intenção de consumo das famílias cai 15,1% em agosto

Em comparação com julho, queda foi de 1,5% 

Renan Carreira, da Agência Estado,

23 de setembro de 2013 | 11h24

SÃO PAULO - O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), divulgado nesta segunda-feira (23) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), recuou 1,5% em agosto ante julho, para 120,6 pontos. Na comparação com agosto de 2012, a queda do indicador foi de 15,1%. O índice vai de 0 a 200 pontos. Números abaixo de 100 são considerados indicadores de insatisfação e acima de 100 denotam satisfação.

Dos sete itens avaliados pelo ICF, cinco apresentaram baixa. Para a entidade, o resultado ainda é um sinal da insatisfação das famílias com as condições econômicas e com os serviços públicos demonstrados nas manifestações de junho.

"Entretanto, a elevação de dois itens ligados a expectativas futuras - perspectiva profissional (+2,5%) e perspectiva de consumo (+4%) - podem indicar uma reversão da trajetória do ICF, aliado à inflação desacelerada e à taxa de desocupação ainda baixa", diz a entidade, em nota distribuída à imprensa.

O destaque negativo em agosto foi em relação ao nível de consumo atual, o que mostra que as famílias nunca estiveram tão insatisfeitas. No mês, a baixa foi de 5,9% e a pontuação chegou ao menor nível da série histórica: 89,8 pontos.

O segundo pior resultado foi registrado pelo item renda atual, que recuou 4%. As outras baixas foram em momento para duráveis (-3,8%), acesso ao crédito (-2%) e emprego atual (-1,3%).

Renda

Pelo quarto mês consecutivo, as famílias com renda superior a dez salários mínimos estão menos satisfeitas do que as que ganham abaixo desse valor. Em agosto, a pontuação ficou em 116,8 pontos (-2,6%) para os que recebem acima de dez salários mínimos e em 121,9 pontos (-1,1%) para as famílias com rendimento de até dez salários mínimos.

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