Intenção de consumo das famílias fica estável em abril, diz Fecomercio-SP

'O impacto das políticas de restrição de crédito foi sentido pelas famílias de forma concentrada nos primeiros meses do ano', disse a entidade

Agência Estado ,

27 de abril de 2011 | 11h57

As recentes medidas do governo de restrição ao crédito mantiveram a perspectiva de consumo das famílias de São Paulo patamar estável em abril . É o que aponta pesquisa divulgada hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) e feita com cerca de 2.200 consumidores na capital paulista. Em abril, o indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) atingiu 135 pontos, mesmo valor registrado em março, quando alcançou o menor nível do índice desde maio de 2010.

O ICF apresentou alta de 3,1% ante abril do ano passado, quando o indicador estava em 131 pontos. O índice da Fecomercio-SP varia de 0 a 200 pontos e considera patamares acima de 100 pontos como sinal de satisfação das famílias com o consumo. O ICF é composto por sete itens, como emprego, renda, acesso ao crédito, entre outros.

A entidade considera que os dados registrados em abril ratificam tendência vista nos primeiros meses de 2011, quando o indicador tem apresentado estabilidade. "O impacto das políticas de restrição de crédito foi sentido pelas famílias de forma concentrada nos primeiros meses do ano." A Fecomercio-SP aponta, contudo, uma tendência de alta para os próximos meses, uma vez que os itens consumo, renda e crédito do indicador estão em nível elevado, o que pode se refletir no período. O item Acesso a Crédito, por exemplo, subiu 5,7% ante março, retomando patamar atingido em abril de 2010, de 151,7 pontos. A alta, segundo a entidade, representa um reajuste diante de uma queda acumulada de 13,2%, entre dezembro de 2010 e março de 2011. "Essa queda parece ter sido decorrente da preocupação com as tentativas do Banco Central para conter o crédito desde dezembro."

O item Renda Atual também teve alta em abril, de 1,8% ante março, alcançando 151,8 pontos. No mesmo ritmo, o item Emprego Atual subiu 1,9% em relação ao mês passado, chegando a 144,5 pontos. O crescimento, segundo a Fecomercio-SP, é resultado da expansão econômica do Brasil em 2010. Na outra ponta da pesquisa, o item Perspectiva Profissional registrou recuo no período de 4,2%, chegando a 129,8 pontos. O item Perspectiva de Consumo também apresentou queda no mês, de 3,8%, chegando a 130,7 pontos. O item Nível de Consumo Atual, por sua vez, apresentou variação próxima da estabilidade no período, atingindo o nível de 100,8 pontos, diante de 100,3 pontos em março. O resultado, segundo a entidade, é reflexo da pressão da inflação sobre o orçamento doméstico das famílias de São Paulo.

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