Intenção de consumo das famílias sobe em SP, diz Fecomércio

Resultado é o maior do indicador, criado em agosto de 2009

Agência Estado,

21 de dezembro de 2010 | 14h15

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), indicador mensal da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), registrou em dezembro 147,2 pontos, uma alta de 3,6% em relação ao mês passado. O resultado é o maior do indicador criado em agosto de 2009. Comparado com o mesmo período de 2009, a alta é de 9,2%. Segundo a entidade, o bom momento econômico aliado ao pagamento do 13º salário mostra que as famílias paulistanas estão mais propensas a consumir mais neste Natal do que no ano passado.

Composto por sete itens, o ICF avalia o emprego atual, perspectiva profissional, renda atual, acesso ao crédito, nível de consumo atual, perspectiva de consumo e momento para duráveis. O índice vai de 0 a 200 pontos, onde abaixo de 100 é considerado insatisfação e acima de 100 é avaliado como satisfação. A pesquisa é feita junto a cerca de 2.200 consumidores no município de São Paulo.

No aspecto Nível de Consumo Atual, o crescimento foi de 8,1% na comparação com novembro. O item fecha o ano com 122 pontos e obteve uma alta de 18,3% comparado a dezembro de 2009.

O indicador aponta que as famílias estão com mais recursos financeiros e maior facilidade na aquisição de crédito em relação ao mesmo período de 2009. Assim, o item Renda Atual encerra o ano de 2010 com alta de 1,7% ao atingir 158,6 pontos. Já o item Acesso a Crédito subiu 1,2% em dezembro, atingindo 165,4 pontos, o que é o maior patamar no histórico do indicador.

Com expectativas positivas na área profissional, o levantamento mostra que as famílias estão satisfeitas em relação às suas condições financeiras e mais propensas a comprar bens duráveis. O item Momento para Duráveis registrou alta em dezembro em relação ao mês anterior - 3,8%, alcançando 148,3 pontos -, assim como Perspectiva Profissional - 6,5% e 138,2 pontos. Os indicadores Emprego Atual e Perspectivas Profissional cresceram 4,1% (147,7 pontos) e 6,5% (138,2 pontos), respectivamente em dezembro no comparativo com novembro.

Esse otimismo deve refletir no aumento de consumo e sustentar o aumento estimado em 8,8% nas vendas do comércio varejistas da Região Metropolitana de São Paulo, segundo dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da entidade, ultrapassando os R$ 11 bilhões de faturamento real em dezembro. Para 2011, a Perspectiva de Consumo indica a continuidade da satisfação do consumidor, pois registrou alta de 1,7% em relação a novembro (150,1 pontos) e 8,3% em relação ao mesmo período de 2009.

Em sua análise sobre 2010, a Fecomércio destaca momentos importantes que influenciaram no comportamento dos consumidores, entre eles a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) no começo do ano, a recuperação do País diante da crise, o reflexo da crise europeia no ânimo dos consumidores e o aumento acentuado dos preços no segundo trimestre. No entanto, a entidade faz um alerta para 2011: a contínua pressão de preços proveniente do segmento de alimentos devido aos tradicionais problemas causados por condições climáticas desfavoráveis no início do ano e a política monetária do aumento do depósito compulsório que levará ao aumento da taxa de juros para o consumidor podem afetar esse grau de otimismo. 

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