Interação: Sebrae responde dúvidas sobre empreendedorismo dos leitores do PME

Segunda parte da série aborda questões sobre dívidas e administração

Estadão PME, Estadão PME

20 de janeiro de 2015 | 07h00

 

Nesta semana, o Estadão PME dá sequência a ação em parceria com o Sebrae-SP que consiste em responder às principais dúvidas dos empreendedores que são leitores do PME. Foram enviadas perguntas por e-mail, pelos comentários no site e nas redes sociais entre os dias 6 e 16 de janeiro. Ao longo desta semana serão publicadas duas respostas para os questionamentos dos empreendedores por dia. As perguntas de hoje são sobre dívidas e administração.

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O Sebare-SP já faz consultorias gratuitamente, seja presencialmente em suas unidades espalhadas pelo estado ou pelo telefone (0800-570-0800). Em 2013, os consultores atenderam 467 mil empresas, além de 210 mil pessoas físicas interessadas em abrir o seu próprio negócio.

:: Confira as perguntas deste segunda parte da ação ::

A empresa da minha família vai fazer 32 anos no mercado industrial. Há tempos estamos enfrentando dificuldades financeiras devido às baixas vendas pois trata-se de um produto muito técnico e de difícil penetração nas empresas. Por causa da grande concorrência, acabamos perdendo mercado para empresas que possuem equipes de vendas mais qualificadas do que a nossa. Estamos muito endividados com impostos e estamos diante de um impasse, pois dependemos de algumas certidões negativas para continuarmos fornecendo para alguns clientes e o que vendemos hoje não cobre nossos custos fixos. Já reduzimos o número de funcionários e não sabemos mais o que fazer. Minha pergunta é: Será que ainda é possível salvar a empresa diante de tantas dívidas e dificuldade de aumentar o faturamento?

Autor: Cristiane Vieira Cassiano

Resposta: Cristiane, seria preciso mais informações sobre a sua empresa para termos algum parecer sobre a viabilidade do seu negócio. Por isso o Sebrae está aqui, para te ajudar. Realmente, a questão de vendas de produtos técnicos cerca-se de inúmeros fatores. Desde tecnologia atualizada e qualidade comprovada até mesmo quanto ao preço e equipe de vendas eficiente, treinada e motivada. Piora sempre mais quando a concorrência vem do mercado internacional. 

A questão tributária é realmente preocupante. Em algum momento se tomou decisões incorretas na gestão pois cobrança de impostos só existe após o fato gerador. Acredito que uma análise financeira mais profunda de sua empresa, através da apuração de dados e fatos financeiros, demonstre a real situação do negócio e aí sim permita tomar decisões mais assertivas levando em conta também o cenário de negócios atual e futuro.

Havendo um cenário positivo pode-se pensar em aportar recursos próprios da família ou de um “sócio” interessado e voltar a viabilizar o negócio. Se os cenários não são muito favoráveis pode-se pensar em vender a operação, pois com 32 anos de mercado, acredito que sua marca ainda tem valor e isto pode ser considerado pela concorrência nacional.

O que importa é procurar rapidamente o Sebrae e pedir ajuda através de uma consultoria financeira para realmente avaliar a situação antes de qualquer tomada de decisão.

Crédito: Reinaldo Miguel Messias, consultor do Sebrae-SP

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O sonho de todo o trabalhador é ser dono do seu próprio negócio. Assim, se um chefe de cozinha consegue abrir seu próprio restaurante, é recomendado que ele execute as tarefas da cozinha ou de gestão da empresa? Qual é a orientação do Sebrae?

Autor: Bruno Bersano

Resposta: Tudo tem o seu tempo. Na gestão de uma pequena empresa não existe só o tempo estratégico (pensar e dirigir) nem só o tempo operacional (fazer) do dono. Enquanto a empresa não consegue viabilizar resultados que mantenham o dono dirigindo e um funcionário cozinhando, será o próprio dono que comumente se divide ora com a colher na mão ora com o notebook. Isso acaba fazendo o dia de trabalho do dono ser muito maior que as 8 horas de empregado O importante é que ele atribua o mesmo grau de importância às duas funções enquanto lida com as restrições econômicas e financeiras do início de atividade. 

Quanto mais flexibilidade e senso de organização fizerem parte do perfil deste cozinheiro, mais rapidamente ele tomará decisões acertadas que promovam resultados positivos para sua empresa, além de ter mais produtividade e competitividade em sua operação. Isso vai permitir que você abra mão de suas tarefas operacionais. Lembre-se: flexibilidade e organização são palavras de ordem no dia a dia de todo empreendedor.

Crédito: Reinaldo Miguel Messias, consultor do Sebrae-SP

SERVIÇO

Feira do Empreendedor

Local: Expo Center Norte - Pavilhão Verde, São Paulo

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme

Data: de 07 a 10 de fevereiro

Sábado a terça-feira: 10h às 21h

Entrada franca

Inscrições no site: feiradoempreendedor.sebraesp.com.br 

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