Interação: Sebrae responde dúvidas sobre empreendedorismo dos leitores do PME

Terceira parte da série aborda questões sobre negócios online e formalização

Estadão PME, O Estado de S. Paulo

21 de janeiro de 2015 | 07h09

Empreendedora quer saber como está o mercado de e-commerce 

O Estadão PME segue com a ação em parceria com o Sebrae-SP que consiste em responder às principais dúvidas dos empreendedores que são leitores do site. Foram enviadas perguntas por e-mail, pelos comentários no site e nas redes sociais entre os dias 6 e 16 de janeiro. Ao longo desta semana serão publicadas duas respostas para os questionamentos dos empreendedores por dia. As perguntas de hoje são sobre e-commerce e formalização por meio do programa Microempreendedor Individual (MEI).

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

O Sebare-SP já faz consultorias gratuitamente, seja presencialmente em suas unidades espalhadas pelo estado ou pelo telefone (0800-570-0800). Em 2013, os consultores atenderam 467 mil empresas, além de 210 mil pessoas físicas interessadas em abrir o seu próprio negócio.

:: Confira as perguntas desta terceira parte da ação ::

Trabalho em uma escola pública no período da manhã e empreendo nos períodos da tarde e noite com aulas particulares em domicílio. Em certa época do ano fico com a agenda cheia e muitas vezes preciso recusar aulas por falta de tempo. Meu objetivo é formalizar meu negócio para assim pedir esporadicamente que outros professores lecionem as aulas particulares no meu lugar -quando estiver com a agenda cheia ou quando for um conteúdo que não leciono. Com meu negócio próprio, posso negociar com os alunos para pagarem por boleto bancário e assim eu pago uma certa porcentagem aos professores. Talvez daqui a uns 2 anos posso abrir um espaço também, mas no mesmo esquema dos professores esporádicos, até porque não há horário e nem aluno fixo, mas sonho em fazer um curso preparatório para concursos públicos. Fui numa palestra no Sebrae e lá percebi que pelo meu tipo de negócio não posso me formalizar como MEI, mas sim como autônomo. É isso mesmo? Não encontrei muita coisa sobre a formalização como autônomo e gostaria de obter mais detalhes de como funciona.

Autor: Jefferson dos Santos Todão

Resposta: Como servidor público em exercício, você está impossibilitado de formalizar uma atividade como MEI, pois as legislações vigentes para o funcionalismo público impedem que você administre ou gerencie uma atividade empresarial. É permitido participar no formato acionário como sócio puramente investidor onde você apenas participa dos resultados financeiros proporcionais às cotas de investimento de capital que possui. Desta maneira, haveria a possibilidade de participar apenas em uma empresa no modelo de sociedade limitada (sociedade empresária Ltda.).

O planejamento para abertura deste tipo de empresa precisa ser bem pensado. Você deve avaliar sua viabilidade financeira e a carga tributária, pois ela é maior que uma empresa MEI. Quanto a sua formalização e registro como contribuinte individual (trabalho autônomo), entendido como “quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual a uma ou mais empresas, fazendas, sítios, chácaras ou a um contribuinte individual, em um mesmo período ou em períodos diferentes, sem relação de emprego". Onde “atividade em caráter eventual é atividade prestada de forma não contínua e esporádica, sem subordinação e horário determinado.”

Faz com que haja formalização na relação comercial exclusiva e direta entre você e seu cliente de serviço. Vale a pena lembrar que acarretará uma nova contribuição ao INSS, pois além de seu desconto pelo enquadramento no Regime Público da Previdência Social (RPPS) haverá também recolhimento no Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Recomendo fazer uma consulta sobre esta questão pessoalmente na consultoria jurídica do Sebrae-SP

Crédito: Reinaldo Messias, consultor do Sebrae-SP

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

A curto prazo, almejo abrir uma loja para o setor feminino. Pensei em lingeries e roupas de academia. Porém, o mercado está complicado para iniciantes. Não tenho dinheiro para aluguel de loja em pontos estratégicos de São Paulo. Penso em abrir um site, mas como me destacar em meio de tantos concorrentes? O problema não é esse, mas a possibilidade de gastar muito e não vender nada. Preciso de um conselho quanto aos gastos e a abertura de uma loja virtual ou ferramentas como o Facebook, que as pessoas estão usando como passarela para vendas. Como está esse cenário?

Autora: Thaís Ferreira, estudante

Resposta: O que acontece no mundo virtual dos negócios é o mesmo que acontece no mundo físico. Quanto mais fluxo de pessoas passam na frente da sua empresa, mais chances você tem de despertar o interesse de uma venda propriamente dita. Esse fator é conhecido como taxa de conversão e no mundo do comércio eletrônico hoje está entorno de 1,5%; ou seja, a cada 1000 visitas ao seu site há aproximadamente 15 vendas. Desta forma, sua loja virtual (e-commerce) tem melhores chances de sucesso, se estiver instalada em um bom ponto comercial (marketplace).

Vamos entender o “marketplace” como um shopping center que potencializa o fluxo de “compradores”. Assim como no mundo físico, para cada tipo e tamanho de loja há um “preço” e um contrato de locação próprio. Além disso, há dois outros cuidados a tomar: a vitrine e a divulgação da loja. Construir uma vitrine atraente no mundo virtual é coisa de profissional especializado (web designer). Assim você será assessorado quanto ao melhor formato, acessibilidade e identificação da sua loja com seu público alvo. Além disso, este profissional pode te ajudar com a melhor escolha do “shopping center”, aquele mais favorável para sua loja. O investimento nos serviços deste profissional viabiliza muito a nova operação, pois diminui vários erros originados pela inexperiência do empresário.

A questão da divulgação é outro ponto fundamental. Mesmo com uma taxa de conversão de 1,5%, o comercio virtual cresce a cada ano apoiado em ações de marketing. O processo de divulgação ocorre basicamente com ações em quatro grupos:

- S.E.M (Search Engine Marketing): Ferramentas geralmente pagas para fazer seu e-commerce ser mais visualizado pelos mecanismos de busca da internet;

- S.E.O (Serch Engeni Organic): Ferramentas geralmente gratuitas para fazer seu e-commerce ser mais visualizado pelos mecanismos de busca da internet;

- Mídias Sociais: Utilizadas como canais de divulgação, promovendo seu e-commerce em redes sociais e favorecendo negócios. Aqui, vem sendo utilizado fortemente o Facebook, entretanto há outros canais a serem explorados;

- Marketing Direto : tradicionais ferramentas aplicadas no mundo físico que migram para o virtual. Exemplificando: e-mail mkt, folheterias e contact center.

Conheça mais  visitando http://www.ecommercebrasil.com.br/ e buscando os serviços de consultoria em Marketing do Sebrae-SP

Crédito: Reinaldo Messias, consultor do Sebrae-SP

SERVIÇO

Feira do Empreendedor

Local: Expo Center Norte - Pavilhão Verde, São Paulo

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme

Data: de 07 a 10 de fevereiro

Sábado a terça-feira: 10h às 21h

Entrada franca

Inscrições no site: feiradoempreendedor.sebraesp.com.br

Tudo o que sabemos sobre:
SebraeEmpreendedorismoNegócios

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.