Interessados em ativos da BRF firmam acordo de confidencialidade

Os interessados nos ativos da Brasil Foods já estão assinando acordos de confidencialidade como parte do processo de alienação de unidades e marcas determinado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a aprovação da incorporação da Sadia pela Perdigão.

REUTERS

26 de outubro de 2011 | 15h27

Para aprovar a operação, que deu origem à BRF, o Cade determinou que a companhia venda dez fábricas de alimentos processados, dois abatedouros de suínos, dois de aves, entre outros ativos, além de marcas, o que deve ocorrer em 2012.

Na fase atual do processo, a empresa interessada firma o acordo de confidencialidade para poder ter acesso às informações da BRF e, com base nesses dados, fazer a oferta pelos ativos da companhia, disse o presidente da BRF, José Antônio do Prado Fay, nesta quarta-feira.

"Funciona assim: fazemos o levantamento do valor... 'valorizamos' o ativo, solta o livro e vai para o mercado. Agora está na fase de estudos por parte dos interessados", disse ele a jornalistas no intervalo de congresso do setor avícola, realizado em São Paulo.

"Nós sabemos quanto eles valem (os ativos), mas as empresas têm que avaliar", afirmou Fay, sem dar detalhes.

Questionado se haveria interesse de empresas estrangeiras nos ativos da BRF, Fay afirmou apenas que há oportunidades para todo mundo e acrescentou que "o conjunto (das empresas) é bem interessante".

Por volta das 14h50 (horário de Brasília), as ações da BRF operavam praticamente estáveis, enquanto o Ibovespa subia 0,7 por cento.

(Reportagem de Fabíola Gomes)

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