Daniel Teixeira/ AE
Daniel Teixeira/ AE

Interlagos: Potencial para crescer

O bairro de Interlagos, na zona sul de São Paulo, tem terrenos vagos e boa infraestrutura

Eleni Trindade, do Jornal da Tarde,

18 de fevereiro de 2011 | 09h28

Com muitos terrenos disponíveis e o desenvolvimento da infraestrutura local – transporte público, comércio e serviços –, Interlagos tem um mercado imobiliário potencialmente valioso. Localizado entre as represas Billings e Guarapiranga, este bairro da zona sul da capital paulista tem boa parte do território protegido pela lei de zoneamento ambiental, por ser próximo dos mananciais. Mas ainda assim há muito espaço para receber novos empreendimentos.

"O bairro é extenso, pois engloba os distritos de Campo Grande, Pedreira e Jurubatuba, e tem infraestrutura que atende às necessidades da população, o que valoriza cada vez mais a região", diz Fábio Rossi, diretor de Marketing da Itaplan Imóveis e diretor de Lançamentos do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Na avaliação dele, a localidade teve um desenvolvimento imobiliário expressivo nos últimos 4 anos. "Pode-se atribuir o crescimento à facilidade de acesso à região, que é feito pela Marginal Pinheiros, Avenida Interlagos e Avenida Miguel Yunes, entre outras vias. Além disso, há a vantagem de ainda ser possível encontrar grandes terrenos disponíveis", explica.

Hoje, o número de lançamentos imobiliários ainda é baixo quando se comparado a outros bairros da cidade – de acordo com o departamento de Economia do Secovi-SP, nos últimos 36 meses (janeiro de 2008 a dezembro de 2010) foram lançados 103 unidades em Interlagos, enquanto o Morumbi registrou cerca de 9 mil unidades neste período. Mas, segundo fontes do setor imobiliário, a região atrai cada vez mais investimentos em condomínios residenciais.

Bairro residencial

A Itaplan, por exemplo, lança em 2011 três empreendimentos de padrão médio para alto no bairro, são apartamentos de 2 e 3 dormitórios com vista para a Guarapiranga. "Na planta, cada um custa de R$ 190 mil a R$ 500 mil, depende do tamanho e da infraestrutura de lazer", afirma Rossi.

"O fato de a região ter oferta de transporte como trem metropolitano, vias ampliadas e comércio atrai a atenção de compradores que são, na maioria, jovens casais e famílias pequenas, que trabalham na região das Avenidas Berrini, Faria Lima e Santo Amaro e do Aeroporto de Congonhas e desejam fácil acesso."

O gerente de incorporações da Atua Construtora, Hugo Louro, destaca que após o lançamentos inúmeros imóveis pequenos, a região agora é alvo de empreendimentos maiores e de alto padrão. "Essa maior divisão de segmentos tem a ver com a proximidade do bairro ao eixo valorizado da Marginal Pinheiros", explica ele. "Temos um terreno no bairro que está em fase de aprovação para um empreendimento residencial e deve ser lançado em agosto deste ano."

De acordo com o gerente da construtora, a área ainda não é muito verticalizada e, mesmo com os lançamentos previstos, tem tudo para manter as características residenciais. "Novas construções na proximidade do autódromo, que é uma referência em Interlagos, não são permitidas, o que garante a preservação de áreas com residências."

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