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International Paper vai participar de análise no Cade de compra da Fibria

Como terceira interessada, empresa pode se manifestar nos autos, apresentar estudos e pareceres e se reunir com os conselheiros que julgarão o negócio

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2018 | 23h08

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aceitou o pedido da norte-americana International Paper (IP) de participar como terceira interessada no processo que analisa a compra da Fibria pela Suzano, anunciada em março. Em despacho no fim da tarde desta segunda-feira, 23, o superintendente-geral do Cade, Alexandre Cordeiro, negou o pedido da empresa indonésia RGE de participar do processo.

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Como terceira interessada, as empresas podem se manifestar nos autos, apresentar estudos e pareceres e se reunir com os conselheiros que julgarão o negócio. Só podem ser admitidas como terceiras interessadas, porém, companhias ou associações que possam ser afetadas pela fusão em análise.

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A superintendência do Cade entendeu que a RGE não apresentou fundamentação ou justificativa para legitimar seu interesse em atuar no caso. A empresa alegou não ser capaz de apresentar maiores informações porque parte do processo corre sob sigilo e pediu para que os dados fossem tornados públicos, o que foi negado pelo Cade.

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Já no caso da International Paper, o conselho permitiu a atuação como terceira interessada ao entender que ela apresentou provas de que pode ser prejudicada pela fusão. No requerimento apresentado ao Cade, a IPI informou que tem relação com a Fibria em Mato Grosso do Sul, entre outras atividades.

Sobreposição. A compra da Fibria pela Suzano renderá R$ 8,5 bilhões ao BNDES, o mesmo valor à Votorantim e mais R$ 12 bilhões a acionistas minoritários. O negócio foi considerado complexo por integrantes do Cade ouvidos pelo Estadão/Broadcast e dificilmente será aprovado sem restrições.

De acordo com nota técnica da superintendência, a operação ocasionará sobreposições nos mercados de celulose, comercialização de madeira, atividade florestal, geração e comercialização de energia elétrica. Também serão afetados os mercados de produção e exportação de papel.

Prazo. O Cade tem até fevereiro do ano que vem – prazo prorrogável por mais 90 dias – para analisar a fusão. O veto ou a imposição de fortes restrições ao negócio é uma preocupação das empresas, tanto que o próprio acordo firmado entre elas prevê o pagamento pela Suzano de uma taxa de R$ 750 milhões caso a fusão não possa ser concretizada, por exemplo, por imposição de autoridades antitrustes.

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