Interventor da Vasp acredita na volta das operações em 2008

A Vasp tem chances de voltar a operar no segundo semestre de 2008, segundo avaliação do presidente da diretoria interventora da companhia, Raul Medeiros. Segundo ele, a empresa aérea tem um patrimônio em torno de R$ 6,5 bilhões e um passivo de R$ 5 bilhões. Sua avaliação é de que a companhia tem ativos suficientes para saldar suas dívidas. A Vasp conta atualmente com 330 funcionários, a maioria na área técnica, já prestando serviços de manutenção a outras empresas. Segundo o interventor, no decorrer das últimas assembléias de credores realizadas pela companhia aérea, foram aprovados tópicos importantes para a recuperação da empresa. Entre as decisões, foi eleito um Comitê de Credores, composto por representantes de duas categorias - trabalhista e quirografários - para acompanhar, juntamente com a Diretoria de Intervenção e com consultores contratados, os passos do processo. Foi aprovada também, por unanimidade, a utilização de recursos provenientes de depósito judicial, no valor aproximado de R$ 6 milhões, para o pagamento de funcionários que estão prestando serviço à empresa, e para sanar despesas decorrentes de compromissos do dia-a-dia da Vasp. Outro ponto relevante decidido pela assembléia foi a manutenção dos atuais interventores à frente da gestão da companhia. Inicialmente, o plano de recuperação da empresa contemplava uma Vasp operacional e outra constituída por fundos de investimentos e participações (FIPs), aos quais seriam transferidos os ativos da empresa. Os credores poderiam trocar suas dívidas por cotas destes fundos, que incluem aviões, imóveis, equipamentos terrestres e eventuais créditos obtidos na Justiça. No encontro realizado no dia 26 de julho de 2006, foi aberta mais uma possibilidade aos credores: os que não quiserem aderir aos FIPs poderão optar pelo recebimento dos créditos em dinheiro. Esta nova proposta, que atende a restrições legais da principal credora da Vasp, a Infraero, prevê a amortização da dívida em quinze anos: cinco anos de carência, a contar a partir da data do início das operações da Vasp, e dez anos para pagamento do montante da dívida em parcelas semestrais, corrigidas pelo INPC/FGV e com juros de 2,5% ao ano.

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