Invepar lucra 291% mais em 2013, somando R$ 96 milhões

A Invepar registrou lucro líquido de R$ 96,2 milhões em 2014, o que representa um aumento de 291% em relação ao ano anterior. O bom desempenho foi impulsionado pela evolução de seus principais negócios, com destaque para a atividade aeroportuária.

LUCIANA COLLET, Agencia Estado

24 de março de 2014 | 13h25

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado (desconsiderando os impactos da receita e custo de construção e a provisão para manutenção) somou R$ 1,133 bilhão no ano passado, valor 178% superior ao reportado em 2012. A margem Ebitda ajustada avançou nove pontos porcentuais, para 46,1%. Já a receita líquida de serviços, excluindo a receita de construção, somou R$ 2,45 bilhões em 2013, um crescimento de 124% em relação a 2012.

A companhia não divulgou os dados referentes especificamente ao quarto trimestre de 2013. Somente o segmento aeroportuário, representado pela participação da companhia na concessionária GRU Airport, registrou receita líquida de R$ 1,3 bilhão, alta de 847% em relação a 2012. Com isso, a atividade já responde por 51% da receita líquida ajustada da companhia.

A Invepar participa da GRU Airport, que administra o aeroporto de Guarulhos (SP). A companhia detém 90% da Aeroportos de Guarulhos Participações SA, que detém 51% da concessionária (os restantes 49% são da Infraero). O ano passado foi o primeiro ano completo da operação da concessionária, enquanto em 2012 as receitas só passaram a ser auferidas a partir de 15 de novembro. Em 2013, o aeroporto movimentou aproximadamente 36 milhões de passageiros, o que representa um crescimento de cerca de 10% frente o ano anterior.

O segmento de rodovias também beneficiou os resultados consolidados. A divisão obteve receita líquida de serviços de R$ 642,2 milhões, 41% superior ao mesmo período de 2012, em decorrência do aumento no volume de tráfego ocasionado pelo início da operação da Via Parque Rímac (VPR), em Lima (Peru), e do aumento da demanda nas Concessionária Auto Raposo Tavares (CART) e Litoral Norte (CLN). Em 2013, houve um crescimento de 44% no tráfego consolidado de Veículos Equivalentes Pagantes (VEP) nas rodovias administradas pela Invepar.

No segmento de Mobilidade Urbana, por sua vez, a receita líquida de serviços foi de R$ 551,7 milhões, alta de quase 9% em relação ao período anterior, em função do aumento no volume de passageiros pagantes do MetrôRio.

Se por um lado as receitas cresceram 124%, os custos e despesas operacionais aumentaram 116%, para R$ 1,976 bilhão, sem contar os custos com construção e a provisão para manutenção. O aumento de quase R$ 1,1 bilhão ocorreu em decorrência das novas empresas pré-operacionais (VPR e MetrôBarra), do aumento de custos na operação da MetrôRio com a evolução do quadro de funcionários, reajustes salariais e renovação e aumento da frota, e, principalmente, do aumento dos custos e despesas do segmento aeroportuário, que sozinho impactou em R$ 887,2 milhões no ano.

O resultado financeiro representou uma despesa líquida de R$ 232 milhões, 52% acima dos R$ 152,5 milhões anotados um ano antes.

A dívida líquida da companhia mais que dobrou, passando de R$ 1,8 bilhão para R$ 4,18 bilhões ao final de dezembro passado. A dívida bruta consolidada atingiu R$ 6,1 bilhões no exercício, enquanto o saldo de caixa disponível e aplicações financeiras totalizou cerca de R$ 2 bilhões. A companhia indicou que 92% do montante da dívida tem vencimento no longo prazo, abaixo dos 96% reportados ao final do ano anterior.

Investimentos

Em 2013, os investimentos da Invepar totalizaram R$ 3 bilhões, em obras de duplicação e restauração em suas rodovias, ampliação e modernização do aeroporto de Guarulhos, além da entrada em operação de 19 novos trens do MetrôRio, que possibilitaram a expansão da capacidade em mais de 60%, além da construção da Estação Uruguai, de novo estacionamento de trens e da contratação para fabricação de novos trens.

Ao longo do ano passado, a companhia também conquistou dois negócios, a Invepar ganhou a concessão do trecho da rodovia BR-040, que liga Brasília, Goiás e Juiz de Fora (MG), e também possui 24,43% do consórcio VLT Carioca, que será responsável pela construção e operação do sistema de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), que ligará a Zona Portuária do Rio de Janeiro ao centro financeiro da cidade e ao Aeroporto Santos Dumont.

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