Investidor faz pausa e Wall St recua após rali de 4 semanas

As bolsas de valores dos Estados Unidos terminaram em baixa nesta segunda-feira, com investidores fazendo uma pausa no rali que durava quatro semanas, apesar de apostas de que a alta das ações pode ser retomada.

ANGELA MOON, REUTERS

27 de setembro de 2010 | 18h08

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,44 por cento, para 10.812 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,48 por cento, a 2.369 pontos. O índice Standard & Poor's 500 perdeu 0,57 por cento, para 1.142 pontos.

Contrariando a ideia de que setembro geralmente é um mês ruim para o mercado acionário, Wall Street está no caminho de fechar um dos melhores meses em uma década. A alta do mercado coincide com a recente queda da volatilidade.

"A pausa de hoje era muito necessário após um rali tão forte. Caso tenhamos notícias boas aqui, podemos ir além das máximas de abril", disse Stephen Massocca, diretor-gerente da Wedbush Morgan, em San Francisco.

Várias acordos corporativos impulsionaram o humor do investidor.

O grupo de bens de consumo Unilever planeja comprar a companhia de tratamento capilar Alberto Culver por 3,7 bilhões de dólares. As ações da Alberto Culver dispararam 19,6 por cento, enquanto os papéis da Unilever listados nos EUA ganharam 1,1 por cento.

O Wal-Mart, maior varejista do mundo, ofereceu mais de 4 bilhões de dólares para comprar a Massmart, terceira maior varejista da África do Sul em valor de mercado. A companhia norte-americana pretende expandir suas operações no continente africano. Os papéis do Wal-Mart recuaram 1,1 por cento.

As ações da AirTran Holdings saltaram 61,3 por cento, após a Southwest Airlines fazer uma oferta de compra da transportadora regional por 7,69 dólares por ação. Os papéis da Southwest subiram 8,7 por cento.

O S&P 500 está em alta de 8,9 por cento frente ao mês anterior, uma vez que investidores receberam bem dados sugerindo que a economia evitará uma nova recessão. O índice só registrou ganhos mensais superiores a 9 por cento duas vezes desde o início de 1992.

Mas os investidores do mercado de opções pareceram mais preocupados com as atuais condições. O índice VIX de volatilidade subiu 3,8 por cento.

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