Investidor quer ampliar setor de 'guarda-móveis' no País

Depois de vender sua participação na BRMalls e na Gafisa - duas das maiores companhias do mercado imobiliário, com capital aberto em bolsa -, o megainvestidor americano Sam Zell surpreendeu o mercado ao anunciar a compra de um negócio sem nenhum glamour e de um setor completamente desconhecido dos brasileiros. Por US$ 58 milhões, ele levou o controle da GuardeAqui, uma empresa que armazena desde móveis até arquivos mortos.

PATRÍCIA CANÇADO, Agencia Estado

16 de fevereiro de 2011 | 10h01

O que Sam Zell viu nesse negócio foi a oportunidade de multiplicá-lo ao redor do Brasil. Aqui, ao contrário dos Estados Unidos, é uma indústria praticamente virgem e ainda dominada por pequenas empresas. Com apenas três depósitos em São Paulo, a GuardeAqui é a líder brasileira do setor conhecido internacionalmente como self-storage - o que nada mais é que o aluguel de boxes para armazenar mercadorias de empresas e pessoas.

Nos países ricos, a demanda por esse tipo de serviço explodiu nos últimos anos com a falta de espaço e o aumento do preço dos imóveis. No Brasil, dadas as circunstâncias atuais do mercado imobiliário, espera-se que esse movimento também comece a ocorrer em breve. Nos Estados Unidos, a indústria mais do que dobrou sua participação na economia desde 1995. Hoje, calcula-se que haja 50 mil armazéns naquele país. No Brasil, existem ao redor de 50, a maioria concentrada em São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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