IPCA-15 de outubro desacelera para 0,42%

Grupos Alimentação e Bebidas e Vestuário tiveram aumento dos preços menor

Daniela Amorim, da Agência Estado,

20 de outubro de 2011 | 09h16

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,42% em outubro, após subir 0,53% em setembro. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, que esperavam inflação entre 0,37% e 0,50%. Porém a taxa ficou abaixo da mediana estimada, de 0,45%. Em outubro de 2010, o IPCA-15 tinha ficado em 0,62%.

Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula taxas de inflação de 5,48% no ano e de 7,12% em 12 meses até outubro. O resultado em 12 meses ficou dentro das previsões do mercado (de 7,08% a 7,20%), porém também abaixo da mediana, de 7,15%.

A desaceleração na inflação medida pelo IPCA-15 em outubro foi puxada, principalmente, pelo menor aumento nos preços dos grupos Alimentação e Bebidas e Vestuário, segundo o IBGE. A inflação do grupo alimentação e bebidas passou de 0,72% em setembro para 0,52% em outubro, enquanto a de vestuário saiu de uma alta de 1,00% em setembro para 0,38% em outubro.

Entre os alimentos, apesar de ainda registrarem em alta, reduziram o ritmo de aumento de preços o leite pasteurizado (de 2,64% em setembro para 1,43% em outubro), frango (de 2,51% para 0,86%), frutas (de 3,70% para 0,84%) e carnes (de 1,79% para 0,55%). Outros produtos ainda tiveram queda acentuada, como hortaliças (de -1,23% para -3,11%), tomate (de -1,66% para -6,27%) e alho (de -17,18% para -11,19%).

Já os itens não alimentícios medidos pelo IPCA-15 desaceleraram de 0,47% em setembro para 0,39% em outubro. Entre os artigos de vestuário, as roupas masculinas chegaram a apresentar queda de 0,13%, enquanto em setembro tinham registrado alta de 0,73%.

Grupos

Embora permaneçam em alta, houve desaceleração nos preços de cinco entre nove grupos que compõem o IPCA-15, na passagem de setembro para outubro. A inflação foi menor em alimentação e bebidas, vestuário, transportes, despesas pessoais e educação. No grupo artigos de residência, houve deflação ainda mais acentuada que no mês anterior, segundo o IBGE.

Os preços do grupo alimentação e bebidas passaram de uma alta de 0,72% em setembro para 0,52% em outubro; vestuário saiu de uma variação de 1,00% para 0,38%; enquanto transportes passou de 0,70% para 0,57%; e educação reduziu a alta de 0,08% para 0,02%.

O grupo despesas pessoais passou de 0,52% em setembro para 0,22% em outubro, com a contribuição dos salários dos empregados domésticos, que saíram de uma variação de 0,99% para 0,10% no período, contribuindo também para conter o resultado global da inflação de 0,42% no IPCA-15 do mês.

Já o grupo artigos de residência aprofundou a queda, saindo de uma deflação de 0,05% em setembro para um recuo ainda maior em outubro, de 0,57%, influenciado por itens como eletrodomésticos (de -0,03% para -1,09%). Houve ainda estabilidade nos preços do grupo comunicação (0,00%).

Por outro lado, os grupos habitação e saúde e cuidados pessoais tiveram aumentos mais fortes do que na leitura anterior. Os custos com habitação subiram 0,85% em outubro, após uma alta de 0,49% em setembro, sob influência da taxa de água e esgoto (que saiu de 0,89% em setembro para 1,73% em outubro). Já o grupo saúde e cuidados pessoais passou de uma taxa de 0,40% em setembro para 0,47% em outubro.

 

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