IPCA-15 desacelera em maio, mas alimentos mantêm pressão

Produtos alimentícios foram responsáveis pela metade do índice, que teve alta de 0,56% ante 0,59% em abril

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

28 de maio de 2008 | 09h17

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) teve alta de 0,56% em maio, ante taxa de 0,59% em abril, segundo divulgou nesta quarta-feira, 28, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os produtos alimentícios mantiveram pressão sobre o índice, com alta de 1,26% em maio e foram responsáveis pela exata metade do índice: 0,28 ponto percentual.  Veja também:Entenda a crise dos alimentos Entenda os principais índices de inflação   "Vários alimentos ficaram mais caros, com destaque para o arroz , cujos preços subiram 11,94%, pão francês, com alta de 5,84%, e o leite pasteurizado , com 3,48%", detalhou o IBGE em comunicado. O resultado do índice veio perto do piso das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, entre 0,55% e 0,67%, e abaixo da mediana das projeções (0,60%). O IPCA é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação.  A alta de 1,73% no preço dos remédios foi destaque da movimentação de preços dos produtos não-alimentícios. Os preços dos remédios ficaram mais caros como reflexo do reajuste autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) com incidência sobre determinados produtos a partir de 09 de abril. Também ocorreram outras elevações de preços expressivas no segmento de produtos não-alimentícios. É o caso das tarifas de serviços bancários, cujos preços subiram 5,28%; e de aumentos nos preços de artigos de limpeza e de salários dos empregados domésticos, com altas de 1,67% e 1,20%, respectivamente, em maio.  Segundo o IBGE, com o resultado, a variação acumulada no ano do índice foi para 2,75% - acima do apurado em igual período de 2007 (1,88%). Também nos últimos 12 meses até maio, a taxa do IPCA-15 acumula aumento de 5,25%, maior do que a taxa acumulada de 4,94% referente aos 12 meses imediatamente anteriores. O IPCA-15 desse mês é lido como uma prévia do IPCA de maio, que será divulgado no 11 de junho. O IPCA-15 é apurado com base na variação dos preços entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês corrente. Já o IPCA é resultado da variação de preços ao longo do mês inteiro (do dia 1º a dia 30).  Inflação nas regiões  A região metropolitana de Recife foi a que apresentou patamar de inflação mais intenso em maio, entre as 11 pesquisadas pelo IBGE para cálculo do IPCA-15 do mês. Segundo o instituto, os preços na região subiram 1,28%, por conta de alta de 2,81% nos preços dos alimentos, além de aumentos em itens como gás de botijão (9,07%) e energia elétrica (1,59%). São Paulo registrou inflação de 0,47% no mês, a região que apresentou a menor taxa de elevação nos preços dos alimentos no ano, até maio, com variação de 4,51%.  Já o menor resultado de inflação, no âmbito do IPCA-15 de maio, foi encontrado em Belo Horizonte, com taxa de 0,13%, influenciado pela queda de 13,92% nas contas de energia elétrica no mês, que reflete parte da redução de 17,11% nas tarifas a partir de 08 de abril. Segundo o IBGE, as outras regiões apresentaram os seguintes resultados de inflação, no âmbito do IPCA-15 de maio: Rio de Janeiro, alta de 0,54%; Porto Alegre, aumento de 0,76%; Brasília, taxa de 0,78%; Belém, aumento de 0,83%; Fortaleza, com avanço de 0,40%; Salvador, com elevação de 0,26%; Curitiba, com aumento de 0,91%; Goiânia, com aumento de 0,86%. 

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