IPCA-15 fica em 0,79% em agosto, ante 0,93% em julho

Rio, 24 - A inflação medida pelo IPCA-15 ficou em 0,79% em agosto, ante 0,93% em julho. Os dados foram divulgados há pouco pelo IBGE, que não concede entrevista sobre esse índice. A queda de um mês para o outro ocorreu especialmente por causa da desaceleração em itens do vestuário, alimentos, gasolina e automóveis novos. A alta da gasolina nas bombas, reflexo do reajuste de 10,8% nas distribuidoras em 15 de junho, ficou concentrada no mês de julho, com 5,64%, passando, em agosto, para 0,28%. O álcool, cujos preços têm aumentado em função da valorização da cana-de-açúcar, ficou 6,39% mais caro em agosto. Mesmo alta, a variação mostrou decréscimo em relação aos 7,11% de julho, segundo o documento de divulgação do IBGE. Os alimentos, "com redução na taxa de crescimento de vários produtos ou mesmo queda", passaram de 0,91% em julho para 0,58% no mês de agosto. O leite pasteurizado, que havia aumentado 5,66% em julho, teve alta bem menor em agosto, 1,42%. As carnes, 1,03% mais caras em julho, ficaram 0,90% menores. Os artigos de vestuário desaceleraram os reajustes de 1,8% em julho para 0,50% em agosto e os automóveis novos, de 0,85% para 0,27%. O maior impacto individual no IPCA-15 de agosto foi dado pela energia elétrica, que subiu de 0,67% para 3,58%, com contribuição de 0,17 ponto percentual. A alta foi conseqüência, principalmente, do reajuste médio de 14% ocorrido em julho nas contas de São Paulo. O telefone fixo, em função do reajuste contratual de julho, subiu de 1,88% para 3,55% e também pressionou o resultado, assim como as tarifas dos ônibus urbanos (que passaram de -0,14% em julho para 1,22%, em decorrência do reajuste de 6,66% ocorrido no Rio de janeiro também no mês de julho). De janeiro a agosto, o IPCA-15 acumula taxa de 5,12% e nos últimos doze meses, de 7,09%. Os preços para cálculo foram coletados no período de 14 de julho a 12 de agosto e comparados com os preços vigentes de 10 de junho a 13 de julho. (Jacqueline Farid) O resultado do IPCA-15 de agosto, de 0,79%, ficou levemente acima (0,04 ponto porcentual) da mediana das projeções do mercado financeiro (0,75%) calculada pela Agência Estado com base na estatística descritiva das estimativas de 18 analistas. A amostra também revelou que a média era de 0,77% e a moda, de 0,75%, com seis citações. A previsão mínima apurada pela AE foi de 0,70% e a máxima, de 0,87%, com desvio padrão de 0,04%. (Célia Froufe e Francisco Carlos de Assis)

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