IRB Brasil Re lucra R$ 103,6 milhões no 3º trimestre

O IRB Brasil Re apresentou lucro líquido de R$ 103,648 milhões no terceiro trimestre, montante 40,8% inferior ao registrado em um ano, conforme informa a BB Seguridade em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras. A holding tem participação de 20,51% na resseguradora, conforme aquisição efetivada em agosto último.

ALINE BRONZATI, Agencia Estado

11 de novembro de 2013 | 11h29

Os prêmios de resseguros emitidos pelo IRB somaram R$ 764,400 milhões no terceiro trimestre, queda de 2,5% em um ano e alta de 28% sobre o segundo trimestre. O índice combinado da companhia foi a 87,0% no período de referência. O indicador mede a eficiência operacional das companhias de seguros e resseguros, ou seja, quanto menor, melhor. No caso do IRB, o indicador apresentou queda de 15,2 pontos porcentuais na comparação anual e 30,6 pontos porcentuais na trimestral.

O índice de sinistralidade do IRB também melhorou. Passou de 95,6% em setembro do ano passado para 72,0% em igual intervalo de 2013. Em relação ao segundo trimestre, a melhora foi de 67,2 pontos porcentuais., quando o indicador atingiu 139,2%.

De julho a setembro, o patrimônio da resseguradora ficou em R$ 2,623 bilhões. A cifra é 6,9% superior à vista em igual intervalo de 2012 e 8,3% maior que a registrada nos três meses imediatamente anteriores. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) do IRB ficou em 17,5%, queda de 15,6 pontos porcentuais ante um ano, mas 27,2 pontos porcentuais maior que o registrado no segundo trimestre. A companhia somou R$ 12,746 bilhões em ativos totais ao final de setembro, expansão de 11,7% em um ano e de 6,9% em relação a junho.

Fundado em 1939, o IRB deteve o monopólio do mercado brasileiro de resseguros até 2007. Com a abertura do mercado e o aumento da concorrência, a companhia perdeu market share e foi forçada a se reestruturar para ser mais competitiva. Diante disso, iniciou um processo de desestatização que resultou, dentre outros fatores, na aquisição de 20,51% do IRB pela BB Seguridade, conforme intenção demonstrada em fato relevante publicado em outubro de 2009.

Finalizado o processo de desestatização, o ressegurador passou a atuar a partir de 1º de outubro como uma empresa privada. No seu bloco de controle estão a BB Seguridade, Bradesco Seguros, Itaú Seguros e um fundo de participações da Caixa, cujos cotistas são fundos de pensão. A última etapa dessa reestruturação é a abertura de capital, que deve ocorrer em até cinco anos, contados a partir de dezembro último, conforme aprovação do conselho de desestatização do IRB.

Em entrevista recente à imprensa, Leonardo Paixão, presidente da resseguradora, disse que ainda não há um cronograma para que o IRB vá à Bolsa, mas o ressegurador quer estar pronto em dois anos para poder aproveitar as janelas de mercado. "A ideia de abrir capital é interessante e importante por conta do ganho de governança corporativa e também uma nova fonte de financiamento que hoje não está disponível", avaliou ele, na ocasião.

Receitas

O investimento que a BB Seguridade fez na resseguradora local IRB Brasil Re já começou a gerar ganhos para a holding de seguros do Banco do Brasil no terceiro trimestre. Foram registradas receitas de equivalência patrimonial no montante de R$ 11,8 milhões, no terceiro trimestre deste ano conforme destaca a companhia em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

No terceiro trimestre, a BB Seguridade desembolsou R$ 547,4 milhões referentes à aquisição de participação de 20,5% no capital do IRB. A partir de setembro, a holding passou a reconhecer o resultado do IRB em suas demonstrações contábeis, na proporção de sua participação no capital da empresa.

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