Itaú/ Divulgação
Itaú/ Divulgação

Itaú quer ajuda de clientes para desenvolver seu negócio

Maior banco do Brasil se aproxima de comunidades para fazer frente a novos concorrentes que dizem ter ‘foco no usuário’

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2022 | 05h00

O setor bancário é um dos que mais têm sofrido com as transformações do mundo da tecnologia. Uma dessas mudanças está no fato de as fintechs estarem brigando de igual para igual na busca por novos clientes com gigantes consolidadas há anos na área. O maior exemplo disso é o Nubank, que, com o seu IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) realizado no fim de 2021, tornou-se a empresa financeira mais valiosa da América Latina. O Itaú Unibanco, que acabou caindo para a segunda posição nesse quesito, continua sendo o maior banco do País. E a busca atual da instituição é a para mostrar que pode evoluir e se transformar tão rápido como as novas concorrentes.

Não por acaso, a empresa reviveu a sua assinatura clássica “Feito pra você”, mas com uma nova proposta: hoje, o banco afirma que é “feito com você”. E, para demonstrar que esse posicionamento é uma realidade, o marketing tem se comunicado com os consumidores de forma diferente do que vinha fazendo, especialmente nas redes sociais. 

“Tangibilizamos o posicionamento da maneira mais literal possível, ao trazer mais de 120 criadores independentes ao longo do ano para cocriar conteúdos e ativações, praticamente entregando nossas timelines a quem melhor sabe se conectar com a audiência que está presente nas redes”, afirma Thaiza Akemi, superintendente de conteúdo e redes sociais do Itaú Unibanco.

De acordo com a executiva, foi dessa maneira que a instituição definiu a campanha de fim de ano estrelada por Alice, uma criança de 2 anos conhecida na internet pela sua articulação em falar palavras “difíceis”, e a atriz Fernanda Montenegro. A campanha bateu recordes, com milhões de visualizações em todos os canais em que foi publicada.

Games

Outro exemplo dado por Thaiza é o da aproximação do banco com o universo de videogames, que cresce a taxas altíssimas ano após ano. Além dos já tradicionais patrocínios aos jogadores profissionais e influenciadores do setor, a instituição financeira também começou a desenvolver outras ações, como o apoio a criação de uma organização de e-Sports que ajuda novos jogadores a se profissionalizarem, a Hero Base

Para completar, estimula a criação de campeonatos, especialmente para as mulheres. Elas, apesar de representar 47,8% do universo de jogadores, também sofrem o machismo nesse ambiente

Fazer tudo isso em meio à pandemia de covid-19 foi um desafio, segundo Thaiza. Para 2022, o Itaú prevê que a aproximação com os clientes continuará como a grande tendência. O esforço de trazer cada vez mais vozes diferentes às discussões e criações será outro diferencial para aqueles que buscam a criatividade.

“Além disso, a colaboração com as plataformas torna a criatividade cada vez mais democrática e descentraliza narrativas antes muito autocentradas das marcas, sem desviar do foco a consistência de mensagem e narrativa que iniciamos”, diz a executiva. 

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