Itaú Unibanco considera relevantes medidas cambiais adotas hoje

Segundo o economista do banco, a equipe de analistas ainda analisa os efeitos do anúncio, mas o impacto pode ser grande devido ao tamanho do mercado de derivativos

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

27 de julho de 2011 | 10h14

O economista do Itaú Unibanco, Guilherme da Nóbrega, vê como relevante as autoridades econômicas brasileiras terem adicionado na sua "caixa de ferramentas" medidas cambiais definindo regras específicas para as negociações no mercado de derivativos e a tributar com IOF até 25% sobre o valor dessas operações.

Em nota distribuídas a clientes do banco, o economista deixou claro que como todo o mercado, a equipe de analistas do Itaú Unibanco também está avaliando o impacto do novo imposto sobre o mercado de câmbio, mas dada a dimensão do mercado de derivativos, a política cambial realizada sobre ele tem um impacto potencialmente mais relevante sobre o real.

"Enquanto o tamanho do impacto inicial na taxa de câmbio (depreciação) dependerá, naturalmente, da exposição atual, aos intervenientes no mercado parece claro que a liquidez deve ser significativamente baixa até que as medidas sejam totalmente digeridos", diz Nóbrega.

Em Medida Provisória (MP) de número 539, publicada hoje no Diário Oficial da União, o governo autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN) a definir regras específicas para as negociações no mercado de derivativos e a tributar com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de até 25% sobre o valor dessas operações. Em decreto, também publicado hoje, o governo define em 1% a alíquota do IOF sobre o chamado valor "nocional" dos contratos de derivativos cambiais e que resultem em aumento da exposição vendida de câmbio apurada em relação ao dia útil anterior. 

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