Itaú Unibanco diz que inadimplência deve melhorar

Os indicadores de curto prazo de inadimplência do Itaú Unibanco apontam queda do número de calotes nos próximos trimestres, considerando os atrasos acima de 90 dias, de acordo com Rogério Calderón, diretor corporativo de Controladoria e de Relações com Investidores da instituição. O indicador apresentado no segundo trimestre deste ano, de 4,2%, é, conforme ele, o menor desde a fusão do Itaú com o Unibanco.

ALINE BRONZATI, Agencia Estado

30 de julho de 2013 | 13h36

"A melhoria dos indicadores deve continuar. O indicador de 15 a 90 dias antecipa o que deve acontecer nos próximos períodos acima de 90 dias, que é o indicador mais tradicional e usado pelo mercado", explicou Calderón, em teleconferência com a imprensa.

O indicador de 15 a 90 dias baixou de 4% em março para 3,4% em junho. Já o número de calotes, considerando os atrasos superiores a 90 dias, no segundo trimestre foi 0,3 ponto porcentual menor que o indicador do primeiro trimestre, de 4,5%, em linha com a previsão de analistas. Na comparação com 12 meses, quando o índice era de 5,2%, a melhora foi de 1 p.p.

Ao reduzir a inadimplência, o Itaú conseguiu baixar as despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs. De janeiro a junho, esses gastos recuaram 20,2%, para R$ 9,9 bilhões, ante igual intervalo do ano passado. O resultado de créditos de liquidação duvidosa, líquido das recuperações de créditos, reduziu-se 24,9% em relação ao mesmo período de 2012.

Segmentos

Ao comentar o desempenho das linhas de negócios do Itaú Unibanco no segundo trimestre de 2013, Calderón destacou que outros segmentos como, por exemplo, serviços compensaram o menor desempenho da tesouraria. Sobre o segmento de seguros, ele disse que há um potencial bastante forte de crescimento para esta área uma vez que a participação no Produto Interno Bruto (PIB) ainda é baixa.

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