Itaú Unibanco mantém projeções de desempenho para 2014

O Itaú Unibanco manteve, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras do primeiro trimestre, as projeções de desempenho (guidance) para 2014. O banco espera que a sua carteira de crédito total cresça no mínimo 10% e no máximo 13% em 2014.

ALINE BRONZATI, Agencia Estado

29 de abril de 2014 | 08h37

No primeiro trimestre o montante cresceu 10,6% ante 12 meses, para R$ 480,120 bilhões, dentro da projeção anunciada para o ano. Em relação ao quarto trimestre, geralmente impulsionado por fatores sazonais, foi vista queda de 0,7%.

Em recentes relatórios, analistas do mercado alertaram para a expansão tímida dos empréstimos por parte dos grandes bancos. Segundo eles, o desempenho visto no primeiro trimestre pode indicar o comprometimento das projeções anunciadas para 2014. Revisões para baixo, porém, não são esperadas agora, uma vez que geralmente ocorrem na divulgação de resultados do segundo trimestre.

Quanto àq projeção para despesas de provisões para créditos de liquidação duvidosa líquidas de recuperação de créditos, o Itaú espera que esses gastos somem de R$ 13 bilhões a R$ 15 bilhões em 2014.

As receitas de serviços, incluindo os ganhos com operações de seguros, previdência e capitalização menos as despesas com sinistros e os gastos de comercialização de seguros, previdência e capitalização devem avançar de 12% a 14% em 2014.

O Itaú Unibanco espera que as despesas não decorrentes de juros tenham crescimento de no mínimo 10,5% e no máximo 12,5% neste ano. Sem considerar a Credicard, esses gastos devem subir, segundo a instituição, entre 5,5% e 7,5%. Já o índice de eficiência do Itaú deve apresentar em 2014 melhoria de 0,5 ponto porcentual a 1,75 ponto porcentual.

A instituição explica que as expectativas não contemplam os efeitos das operações do Banco Itaú Chile (BIC) com as do chileno CorpBanca, cuja fusão foi anunciada em janeiro último. O banco resultante da incorporação será denominado "Itaú CorpBanca" e a marca a ser utilizada será Itaú.

Inadimplência

A inadimplência do Itaú Unibanco, considerando os atrasos acima de 90 dias, teve melhora de 0,2 ponto porcentual, passando de 3,7% em dezembro para 3,5% em março, em linha com a expectativa de analistas do mercado. Trata-se do sétimo recuo seguido trimestral do indicador. Em um ano, os calotes tiveram queda de 1 ponto porcentual.

"Esse indicador alcançou o menor valor desde a fusão entre o Itaú e o Unibanco, influenciado principalmente pela mudança do perfil de crédito da nossa carteira", destaca o Itaú Unibanco, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras.

A melhora nos calotes, conforme o banco, foi possível devido à queda do indicador tanto na pessoa física quanto na jurídica e também devido ao maior volume de baixa de créditos da carteira da instituição no valor de R$ 5,564 bilhões, principalmente, em veículos. Na comparação trimestral, porém, o indicador de PF teve alta de 0,2 ponto porcentual., de 4,7% em dezembro para 4,9% em março. Em um ano, foi vista melhora de 1,8 ponto porcentual. Já na pessoa jurídica ficou estável na comparação trimestral, em 3%, e queda de 1,0 ponto porcentual em 12 meses.

As despesas com provisões para devedores duvidosos do Itaú, as chamadas PDDs, totalizaram R$ 4,252 bilhões nos três primeiros meses de 2014, alta de 1,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior, mas queda de 13,9% em um ano. Já o resultado de créditos de liquidação duvidosa, que desconta as receitas de recuperação, foi a R$ 3,164 bilhões ao final de março, alta de 13,3% e queda de 17,9%, respectivamente e na mesma base de comparação.

As receitas de recuperação foram a R$ 1,088 bilhão no primeiro trimestre deste ano. A cifra é 22,3% menor que a vista no último trimestre do ano passado e 0,2% superior ao montante registrado em 12 meses.

O saldo de PDDs alcançou R$ 25,042 bilhões ao término de março, queda de 5,0% em relação a dezembro, quando ficou em R$ 26,371 bilhões. Em um ano, o declínio foi de 7,9%. "Essa redução deve-se não apenas à melhora dos índices de inadimplência, mas também ao maior volume de baixa de write-off (créditos), principalmente, nas operações de financiamento de veículos", reforçou o banco.

Segundo o Itaú Unibanco, o saldo da provisão complementar à mínima requerida pela resolução nº 2.682/99 do Conselho Monetário Nacional permaneceu com o montante de R$ 5,217 bilhões ao final do primeiro trimestre de 2014.

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