Sergio Moraes/ Reuters
Sergio Moraes/ Reuters

Itaú Unibanco tem alta de 55,6% no lucro do 2º trimestre, para R$ 6,54 bilhões

Forte avanço em relação ao mesmo período do ano passado - quando o banco sentia os efeitos do início da covid - motivou banco a revisar projeções de 2021; resultado foi beneficiado pela forte queda do custo de crédito e receitas com serviços

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2021 | 19h02
Atualizado 02 de agosto de 2021 | 19h56

O Itaú Unibanco, maior banco privado do País, anunciou nesta segunda-feira, 2, que teve lucro líquido recorrente de R$ 6,54 bilhões, alta de 55,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado mostra que a instituição financeira conseguiu se recuperar em relação ao período de abril a junho de 2020, em que os bancos foram fortemente afetados pelo início da pandemia de covid-19, que acarretou o fechamento da economia e um grande programa de renegociação de débitos de pessoas físicas e empresas.

Na primeira divulgação de resultados integral da gestão de Milton Maluhy, que assumiu o comando do Itaú em março último, o desempenho do banco foi motivado pela queda abrupta do custo de crédito, além de ganhos com empréstimos, tesouraria e com receitas de serviços e tarifas. Com mais apetite para emprestar, melhorou suas projeções para 2021 tanto sob a ótica do resultado consolidado quanto para Brasil.

"Os resultados alcançados neste trimestre refletem a nossa disciplina na execução da agenda de transformação do banco, com foco na experiência de nossos clientes, além da melhora na atividade econômica", afirmou Maluhy, em nota à imprensa sobre os dados apresentados.  

A carteira de crédito total do Itaú alcançou R$ 909,1 bilhões no segundo trimestre. Em um ano, houve avanço de 12,0%, dando combustível para o banco melhorar suas projeções para 2021. O empurrão veio dos empréstimos às pessoas físicas, que cresceram 22,3%, no mesmo período. A variação do crédito às empresas teve alta de 9,3% em um ano.

Já o custo do crédito do Itaú foi a R$ 4,69 bilhões no segundo trimestre, queda de 39,6% em um ano. "Os indicadores de atraso em patamares bastante baixos

demonstram a boa qualidade de nossa carteira", diz o diretor financeiro (CFO) do Itaú Unibanco, Alexsandro Broedel.

Envolto na revisão do seu banco de varejo no Brasil, o Itaú encerrou junho com R$ 2,065 trilhões em ativos totais, queda de 0,5% em um ano. O patrimônio líquido foi a R$ 136 bilhões, alta de 7,7%, na mesma base de comparação.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) do Itaú chegou a 18,9% no segundo trimestre contra 18,5% no primeiro. Em um ano, estava em 13,5%, quando o retorno do banco sentiu o baque da pandemia, que obrigou um reforço bilionário nas provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs.

Ao esmiuçar os números do segundo trimestre, o Itaú divulgou ainda um lucro líquido contábil de R$ 7,560 bilhões no período, um salto de 120,8% em um ano e de 39,6% no comparativo trimestral. Dentre as diferenças para o resultado recorrente, está um efeito positivo da reavaliação do estoque de crédito tributário por conta da majoração da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) de R$ 1,275 bilhão. A alíquota passou de 20% para 25% entre julho e dezembro deste ano.

O Itaú Unibanco comenta seus resultados do segundo trimestre em teleconferência com a imprensa, nesta terça-feira, dia 3, às 8h30. Na sequência, presta contas a analistas e investidores, às 10 horas, em português, e, às 11h30, em inglês.

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