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Iveco contrata mais de 800 funcionários para ampliar a produção de caminhões

Empresa de Sete Lagoas (MG) registra alta de 80% nas vendas e afirma atravessar sua melhor fase no Brasil; atualmente, grupo ocupa a quinta posição em vendas de caminhões no País

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2021 | 20h59

A fabricante de caminhões e ônibus Iveco contratou, nos últimos meses, 822 funcionários para reforçar a produção na fábrica de Sete Lagoas (MG). O grupo emprega agora cerca de 2 mil trabalhadores. Após passar por reestruturações em seus negócios, o presidente da empresa na América do Sul, Mário Querichelli, afirma que a marca “atravessa uma das melhores fases no Brasil desde sua chegada ao País, em 1997”.

O grupo vendeu neste ano, até agosto, 5.198 caminhões, um crescimento de 80% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O mercado total cresceu 49% no período, somando 82,1 mil unidades.

Com esse volume, a Iveco ocupa a quinta posição em vendas de caminhões no País, com 6,3% de participação no mercado que é dominado pela Mercedes-Benz, responsável por 30,3% das vendas. Na sequência estão Volkswagen Caminhões e Ônibus (29%), Volvo (16,6%) e Scania (12,6%).

A Iveco atua com veículos de capacidade de 3,5 a mais de 70 toneladas de carga e credita boa parte de seus resultados ao aumento da demanda por transporte de cargas em setores como e-commerce e agronegócio.

Nesta segunda-feira, 13, o grupo anunciou a chegada de um produto inédito em seu portfólio, o Tector Auto-Shift Coletor, veículo com transmissão automatizada para operação de coleta de resíduos.

Segundo Bernardo Pereira, diretor de Marketing da Iveco, o Tector foi projetado com base em pesquisas feitas com empresas que operam nesse segmento. “Temos agora o único caminhão do mercado nesta configuração, com câmbio automatizado, e temos a solução mais rentável do segmento”, diz.

No segmento de ônibus, a Iveco vendeu de janeiro a agosto 962 unidades, mais que o triplo se comparado a igual período de 2020. O mercado total de ônibus, muito afetado pela pandemia, cresceu 8,5%, para 12.498 unidades, de acordo com a Fenabrave.

Nesse segmento, a novidade da marca é a chegada do Daily minibus para uso, por exemplo, de transporte escolar e turismo. Outro anúncio foi a criação do canal de e-commerce de peças da marca no Mercado Livre para atender a crescente demanda via comércio eletrônico

Veículos a gás

Querichelli confirma que a empresa trará ao País sua tecnologia global de veículos movidos a gás. “Chegou a vez de trilharmos esse caminho, irreversível, rumo à sustentabilidade aliada à rentabilidade da operação do cliente”. Ele anunciou o programa Brasil Natural Power, que vai desenvolver e adaptar essa tecnologia para os segmentos e condições brasileiras.

O executivo disse que etapas a serem seguidas no desenvolvimento de combustíveis alternativos no Brasil, sendo a primeira o atendimento de novas normas de emissões para o diesel, que seguirá em paralelo ao uso do gás.

Sobre caminhões elétricos, ele acredita que o Brasil precisará de um período mais longo até essa transição por causa da falta de infraestrutura e do custo bem mais elevado desse tipo de tecnologia.

Volkswagen Caminhões e Ônibus já iniciou produção de um caminhão elétrico, o e-Delivery, em Resende (RJ) e a Fábrica Nacional de Mobilidade (FNM) deve começar iniciar em breve a montagem em série de caminhões elétricos para entregas urbanas em Caxias do Sul (RS). Recentemente, a Mercedes-Benz anunciou o desenvolvendo de chassi para ônibus elétrico para produção na fábrica de São Bernardo do Campo (SP).

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