Japão aprova orçamento extra de 4,8 tri de ienes para pacote econômico

Incluindo 238,8 bilhões de ienes em contratos de serviços públicos que serão implementados, o pacote totaliza 5,1 trilhões de ienes

Danielle Chaves, da Agência Estado,

26 de outubro de 2010 | 09h58

O governo do Japão aprovou um orçamento extra de 4,851 trilhões de ienes (US$ 59,8 bilhões) para financiar um pacote de estímulo econômico que pretende reanimar a lenta recuperação econômica do país. Incluindo 238,8 bilhões de ienes em contratos de serviços públicos que serão implementados, o pacote totaliza 5,1 trilhões de ienes.

O plano de gastos - o primeiro em 11 anos a ser financiado sem uso dos bônus do governo - é o mais recente passo tomado pelo Partido Democrático do Japão no combate às ameaças impostas pela valorização do iene e pela deflação, que podem atrasar a frágil recuperação do país.

Para efeitos de comparação, o orçamento do governo do primeiro-ministro Naoto Kan é menor que o de 7,2 trilhões de ienes proposto pelo ex-premiê Yukio Hatoyama em dezembro de 2009 e o de 15,4 trilhões de ienes proposto pelo oposicionista Partido Democrático Liberal em abril de 2009.

O orçamento extra, que havia recebido luz verde do gabinete japonês no início deste mês, inclui 319,9 bilhões de ienes para criação e proteção de empregos, 1,124 trilhão para cuidados infantis, médicos e de enfermagem e 3,071 trilhões de ienes para ajudar pequenas empresas, revitalizar economias regionais e melhorar a infraestrutura.

O governo vai alocar 336,9 bilhões de ienes para dar suporte a áreas de negócios em crescimento e tecnologias, incluindo 87,2 bilhões de ienes para ajudar a garantir mais fontes de terra rara e outros recursos naturais.

Os gastos extras surgem enquanto o dólar cai para as mínimas em 15 anos diante do iene, o que prejudica a competitividade e a lucratividade dos exportadores japoneses, que formam o principal motor da recuperação econômica do Japão em seguida à crise financeira global. O governo também pretende dar suporte financeiro para companhias que investem no exterior para tirar vantagem do iene mais forte.

O gabinete do governo espera que o estímulo aumente o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,6 ponto porcentual e crie e proteja entre 450 mil e 500 mil empregos.

As informações são da Dow Jones. 

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