Japão comprará mais dívida da Europa para ajudar a resolver crise

Até agora o Japão investiu 2,13 bilhões de euros em dívida emitida pela Linha de Estabilidade Financeira Europeia

Danielle Chaves, da Agência Estado,

21 de junho de 2011 | 09h54

O ministro de Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, afirmou que o país vai aumentar os empréstimos para a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) para ajudar a resolver a crescente crise de dívida da Grécia. A informação destaca a preocupação sobre o potencial impacto dos problemas financeiros europeus sobre a economia japonesa, que é dependente das exportações.

Até agora o Japão investiu 2,13 bilhões de euros em dívida emitida pela EFSF, que foi criada há um ano para fornecer empréstimos para países da zona do euro que enfrentam dificuldades financeiras. "O Japão tem feito suas contribuições para levar estabilidade para as condições financeiras europeias, tais como comprar dívida vendida pela EFSF durante os esforços para dar suporte a Portugal" no começo deste mês, disse Noda. "Nós gostaríamos de dar continuidade a esses esforços."

O entusiasmo do Japão em ajudar a Europa pode refletir os receios de que uma piora na crise de dívida do continente prejudique a demanda europeia por exportações japonesas ou provoque uma valorização do iene diante do euro. "Nós queremos continuar cooperando com a comunidade internacional para evitar que tais riscos se espalhem", disse Noda ao ser perguntado sobre o impacto da crise europeia sobre a economia do Japão.

O ministro não quis, no entanto, revelar o que ele e outros líderes do G-7 discutiram durante recentes teleconferências sobre a crise grega.

O Japão está em uma situação fiscal crítica, afetada negativamente pela dívida pública que chega a 200% do Produto Interno Bruto (PIB) anual do país. Mas o governo japonês possui a segunda maior reserva internacional do mundo, no total de quase US$ 1,1 trilhão, com a qual pode comprar ativos estrangeiros.

Embora as reservas internacionais do Japão sejam na maior parte em dólares, o país possui euros suficientes para comprar bônus da EFSF sem ter de vender ativos em dólares ou outros bônus de longo prazo em euros, de acordo com o Ministério de Finanças. As informações são da Dow Jones. 

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