Japão projeta expansão de 1,5% do PIB em 2011 e de 3,1% em 2010

Crescimento de 3,1% previsto para o ano fiscal de 2010 é a primeira expansão anualizada em três ano

Hélio Barboza, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2010 | 10h19

O governo japonês apresentou nesta quarta-feira previsão de crescimento da economia do país de 1,5% no ano fiscal de 2011, que começa em abril, desacelerando da expansão de 3,1% estimada para este ano, refletindo o fim dos incentivos à compra de carros econômicos e de eletrônicos e o efeito da alta do iene nas atividades dos exportadores.

O crescimento de 3,1% previsto para o ano fiscal de 2010 é a primeira expansão anualizada em três anos. Indicadores recentes já apontaram para uma desaceleração ao longo dos últimos cinco meses, devido ao fim dos subsídios às compras de carros e eletrônicos do governo e também por causa da valorização do iene.

"Esperamos sair da estagnação econômica a partir do ano que vem", disse Hiroyuki Inoue, vice-diretor-geral da Administração Econômica e Fiscal do Escritório do Gabinete de Governo. "Este é um objetivo realista."

O desemprego deve continuar a cair lentamente, com a taxa de desemprego declinando dos atuais 5% para 4,7%. O Escritório do Gabinete de Governo também espera uma diminuição, mas não o desaparecimento, das pressões deflacionárias. Ele estima que o índice de preços ao consumidor será zerado no próximo ano, contra uma deflação de 0,6% neste ano.

Quando tomou posse, em junho, o primeiro-ministro Naoto Kan fixou a meta de eliminar a deflação até o ano fiscal de 2011, mas as autoridades dizem que a previsão de um índice de preços igual a zero não significa que o governo espera declarar o fim da deflação no ano que vem.

Os dados da balança comercial de novembro reforçaram a previsão de crescimento apresentada pelo Escritório do Gabinete de Governo. Segundo o Ministério das Finanças, as exportações japonesas aumentaram 9,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, graças principalmente à demanda da China, com o ritmo de crescimento se acelerando pela primeira vez desde fevereiro.

As informações são da Dow Jones. 

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