JBS descarta joint venture para atuar na China

Presidente da empresa de carnes diz que companhia vai 'caminhar sozinha' no país asiático, ao contrário de suas concorrentes  

Suzana Inhesta, da Agência Estado,

28 de novembro de 2011 | 13h39

O presidente da holding J&F Participações e do conselho de administração da empresa de carnes JBS, Joesley Batista, descartou a formação de uma joint venture para atuar no mercado chinês, ao contrário do que fizeram seus concorrentes, Marfrig e BRF - Brasil Foods. "Temos três escritórios e uma fábrica de couro na China. Não pensamos em fazer joint venture naquele país, vamos caminhar sozinhos. A China é muito grande, a demanda está crescendo em todos os setores, e acho que em carne não será diferente", disse o executivo a jornalistas, no 7º Congresso Paulista de Jovens Empreendedores, promovido pela Fiesp.

Segundo Batista, o Brasil resolveu pendências sobre a questão sanitária com a China e agora entrou em um processo de habilitação de fábrica. "Hoje estamos vendendo mais frango, mas as vendas de carne bovina brasileira (para o país asiático) estão aumentando", explicou.

Batista ainda disse que espera um Natal bom no Brasil e que, sem mencionar números, já está sentindo resultados em vendas da campanha institucional de marketing, que está em veiculação somente em São Paulo, há cerca de um mês.

Questão tributária

Batista afirmou ainda que, na última sexta-feira, se reuniu com o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, para discutir a questão da devolução de créditos de ICMS e da alíquota de tributo para o setor de frigoríficos. Há duas semanas, o executivo disse a jornalistas que, se o governo não tomasse medidas sobre a questão tributária para o setor, o Estado iria perder mais frigoríficos, inclusive com o fechamento de mais fábricas da empresa, além das três que já haviam sido encerradas pela JBS em São Paulo.

"O governo está estudando para ver se toma alguma medida, porque o saldo de ICMS para o setor está represado. Estive com o governador na sexta-feira, que me chamou querendo entender melhor sobre a dinâmica do negócio. Eu expliquei, e vamos ver qual será a decisão dele", disse Batista à imprensa, após sua participação no 7º Congresso Paulista de Jovens Empreendedores, promovido pela Fiesp. O executivo ainda disse que "tem que ficar mais claro" o que o governo paulista quer do setor de proteínas. "Não adianta ele (o governo estadual) querer empregos, é fácil pedir isso, mas que o que está sendo feito para dinamizar o setor?", indagou. "Se ele (o governo do Estado) não fizer nada, nada vai acontecer", acrescentou.

O principal fator que interfere na permanência da indústria no Estado é a definição da alíquota de créditos de ICMS do governo de São Paulo pelo valor do produto vindo de outros Estados. Atualmente, a devolução é de 3% e o governo paulista já propôs ampliar este porcentual para uma faixa entre 4% e 6%.

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