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JBS não informou BNDES sobre plano para vender marcas

Banco de fomento é dono de 20% do frigorífico e precisa dar o aval para que comercialização de ativos, como a Vigor, siga adiante

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2017 | 13h59

RIO - Um dos principais sócios da JBS, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não foi informado sobre o plano de venda de ativos do frigorífico, anunciado nesta pela companhia nesta terça-feira, 20.

A JBS comunicou o mercado sobre um programa de venda de empresas, como Vigor e Moy Park, que prevê a entrada de R$ 6 bilhões de recursos, adicionalmente ao montante de R$ 1 bilhão já anunciado com a venda das operações da companhia na Argentina, Paraguai e Uruguai.

No entanto, segundo o presidente do banco de fomento, Paulo Rabello de Castro, antes começar a tirar do papel a venda das empresas, o BNDES precisa discutir o assunto.

"O que a atual administração (da JBS) está falando tem ainda que ser amplamente debatido no conselho de administração. Não houve ainda essa reunião, haja vista que não estou nem informado (do plano de venda de ativos)", disse Rabello de Castro, após participar de cerimônia em homenagem aos 65 anos do BNDES, no Rio. 

"O máximo que pode ser sido anunciado (pela JBS) é uma intenção, aliás, boa", afirmou o executivo que destacou que o BNDES é um acionista "extremamente relevante" da JBS. A instituição possui cerca de 20% de participação no frigorífico. 

Questionado se há estudos para vender parte dessa participação do banco, Rabello de Castro disse que o momento não favorece o movimento. "Os momentos mais adequados para fazer uma alienação de ativos são quando a situação desse ativo está bem na curva de preços, e não subavaliado. Como (a empresa) está passando por momento muito delicado, e nós somos acionistas extremamente relevantes, é o momento de unir esforços para defender empregos e o faturamento dessa empresa", afirmou Rabello de Castro.

 

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