Jobim quer recursos da Petrobras para Marinha proteger pré-sal

O ministro da Defesa, NelsonJobim, voltou a dizer nesta quinta-feira que a Petrobrasdeveria ajudar o governo no reaparelhamento da Marinhabrasileira, para que ela possa patrulhar adequadamente a costanacional onde estão os cobiçados blocos petrolíferos da chamadacamada pré-sal. Os recursos para a Marinha poderiam sair dos royalties dopetróleo, sugeriu o ministro nesta quinta-feira, reforçandodeclarações dadas no dia anterior na Comissão de RelaçõesExteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, emBrasília. "Há uma real necessidade de se otimizar as proteções dasplataformas brasileiras. A grande parte da riqueza brasileirase encontra na costa", disse Jobim a jornalistas na Escola deComando e Estado Maior do Exército, no Rio de Janeiro. Segundo Jobim, a Petrobras será a grande beneficiada com aexploração da camada do pré-sal. "Precisamos melhorar as condições operacionais da Marinha.Esse é um assunto que interessa também a Petrobras.Evidentemente, a Petrobras tem que participar dos custos deimplantação do serviço", acrescentou o ministro. Além da Petrobras, várias empresas estrangeiras atuam naárea do pré-sal em parceria com a estatal, como Repsol, BG eGalp. Na quarta-feira, segundo o site do Ministério da Defesa,Jobim havia afirmado à Comissão que cerca de 1 bilhão de reaisdos royalties pagos pela Petrobras estão retidos pela áreaeconômica para fortalecimento do superávit primário. Ele informou também à Comissão que atualmente a Marinhapossui 319 meios de transporte, entre navios e aeronaves, eapenas 156 estão disponíveis, o restante estaria em manutenção. O ministro lembrou que a Marinha já faz uma série deincursões na plataforma submarina brasileira, mas para que osexercícios sejam melhorados "precisaremos do apoio daPetrobras". O ministro acrescentou que o Brasil discute com a ONU aextensão das águas juridicionais (mar territorial) do país, de200 para 350 milhas. O Governo, de acordo com Jobim, estáfazendo um levantamento detalhado da plataforma continentalbrasileira. "Na região de Santos, do pré-sal, não houve objeção da ONUna extensão para 300 milhas. Há objeção no Norte, perto daGuiana e, em outras partes em frente a Fortaleza e PortoAlegre", finalizou o ministro, informando que nessas regiões aextensão deve ficar abaixo das 350 milhas. (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Edição de Denise Luna)

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