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Jovens brasileiros entram na lista de novos bilionários da Forbes

Além dos co-fundadores da Brex, Sasson Dayan (do banco Daycoval), de 82 anos, também foi adicionado

Érika Motoda e Lucas Agrela, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2022 | 15h18

O Brasil tem três novos integrantes na lista de bilionários da Forbes, segundo o ranking publicado nesta terça-feira, 5. São eles Henrique Dubugras, de 26 anos, e Pedro Franceschini, de 25 anos, cofundadores e copresidentes da fintech Brex, ambos com uma fortuna de US$ 1,5 bilhão cada.

Além dos dois jovens, Sasson Dayan, de 82 anos, do banco Daycoval, figura na lista de novos bilionários.

A Brex foi fundada no Vale do Silício, nos Estados Unidos, e oferece cartão de crédito para startups locais. O diferencial do serviço é a agilidade: a empresa promete uma versão digital do cartão em até cinco minutos após o cadastro, e uma versão física em até cinco dias. No início deste ano, a fintech recebeu um aporte de US$ 300 milhões

No total, há 236 novos bilionários no mundo, contra o recorde de 492 em 2021. Os novatos vêm de 34 países distintos. A lista teve 87 baixas - ou seja, 87 pessoas saíram do ranking de bilionários. Os que permaneceram possuem um patrimônio US$ 400 bilhões menor que na edição passada. 

A China é a que mais produziu bilionários. Foram 62 do país asiático. Entre eles, estão  Zhang Yiming (US$ 50 bi), fundador do TikTok; Jack Ma (US$ 22,8 bilhões), do Alibaba, e Chris Xu (US$ 5,4 bilhões), da Shein. Em segundo e terceiro lugar, respectivamente, os Estados Unidos tiveram 50 novos bilionários no ranking; e a Índia, 29. Somente 33 dos 236 novatos são mulheres, e apenas 11 não são herdeiras.

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Henrique Dubugras e Pedro Franceschini fundaram a primeira empresa em 2013. Chamada Pagar.Me, a companhia era dedicada a pagamentos online e foi vendida para a Stone, em 2016.

Garotos-prodígio da tecnologia, eles se relacionaram com inovação desde cedo. Enquanto Dubugras criou seu próprio servidor para hospedar e rentabilizar uma versão com recursos adicionais do jogo de computador Ragnarok aos 14 anos (empresa que foi fechada por violações de patente), Franceschini foi um dos primeiros brasileiros a desbloquear o iPhone 3, aos 12 anos de idade.

Na Brex, fundada após um período de estudos da dupla nos Estados Unidos, o negócio logo conquistou investidores como os cofundadores do PayPal Peter Thiel e Max Levchin, o ex-CEO da Visa Carl Pascarella, e o investidor do Facebook Yuri Milner. 

O negócio da Brex busca se diferenciar pela forma como oferece o crédito para startups. Em vez de pedir garantias, como receita e bens dos empreendedores, a avaliação de risco é feita com base na análise do histórico do investidores, padrões de gastos da empresa e seu fluxo de caixa. A Brex monitora constantemente a saúde financeira de seus clientes para saber quando estão sem dinheiro. Com isso, ajusta os limites de crédito para controlar o risco do negócio.

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