Eric Thayer/Reuters
Eric Thayer/Reuters

JP Morgan pode perder US$ 2 bi no País

Segundo presidente do banco, que tem exposição de US$ 11 bi ao Brasil, prejuízo pode ocorrer caso situação política e econômica se agrave

AFP

08 de abril de 2016 | 05h00

O banco americano JP Morgan calcula que suas perdas em caso de agravamento da crise política e econômica do Brasil pode chegar a US$ 2 bilhões por causa de sua alta exposição ao mercado local, afirmou o presidente da instituição, Jamie Dimon.

“Nossa exposição ao Brasil é de aproximadamente US$ 11 bilhões, e cremos que, em caso de agravamento (do clima econômico), poderíamos perder US$ 2 bilhões”, escreveu Dimon em uma carta mensal a acionistas da instituição, que foi divulgada na noite de quarta-feira.

O banco lembra que, nos últimos três anos, sua atividade no principal país da América Latina, o Brasil, gerou lucros.

O maior banco norte-americano em total de ativos tem hoje cerca de 2 mil clientes no Brasil, entre os quais estão diversas empresas multinacionais.

“Não nos retiraremos (do País) porque as perspectivas de longo prazo seguem muito boas e porque os brasileiros apreciam que tenhamos ficado nos momentos em que mais precisavam de nós”, frisou.

Entre os problemas que deixam a situação mais instável no País, assinalou o JP Morgan, estão o possível impeachment da presidente Dilma Rousseff, que provavelmente será decidido pelo Congresso Nacional em votação marcada para um domingo, dia 17.

Em meio à crise política, há também fortes dificuldades econômicas que fazem a moeda nacional, o real, perder valor frente ao dólar americano.

Argentina. Enquanto a situação no Brasil se deteriora, Dimon ressaltou os esforços da Argentina para voltar a ganhar a confiança do mercado financeiro e disse que o JP Morgan respalda a decisão do governo de Mauricio Macri neste sentido.

“Neste ano, tomamos um pequeno risco suplementar na Argentina ao concordar com um financiamento especial para ajudar a devolver certa estabilidade ao país e favorecer seu retorno aos mercados globais”, escreveu o executivo.

A Argentina concluiu em fevereiro um acordo histórico com “fundo abutres”, que tentam reaver há anos um total de US$ 4,6 bilhões do país. 

 

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