JP Morgan quadruplica lucro no 4º trimestre, para US$ 3,3 bi

JP Morgan quadruplica lucro no 4º trimestre, para US$ 3,3 bi

Faturamento supera expectativas, mas executivo-chefe diz que banco americano permanecerá 'cauteloso'

Danielle Chaves, da Agência Estado ,

15 Janeiro 2010 | 15h20

O lucro líquido do JP Morgan, segundo maior banco dos Estados Unido em ativos, quadruplicou no quarto trimestre do ano passado, para US$ 3,3 bilhões (US$ 0,74 por ação), em comparação com o lucro de US$ 702 milhões (US$ 0,06 por ação) do mesmo período de 2008. O resultado foi apoiado em performance forte da unidade de banco de investimento.


Analistas ouvidos pela Thomson Reuters esperavam lucro de US$ 0,61 por ação e receita de US$ 26,81 bilhões. Na média, os analistas ouvidos pela Dow Jones previam lucro de US$ 0,62 por ação e receita de US$ 27 bilhões. Em todo o ano passado, o lucro líquido da empresa foi de US$ 11,7 bilhões (US$ 2,26 bilhões por ação), ante US$ 5,6 bilhões (US$ 1,35 por ação) no ano anterior.

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A receita em uma base administrada - que exclui o impacto da securitização de cartões de crédito e tem base equivalente de impostos - saltou 32%, para US$ 25,23 bilhões. No entanto, as ações do banco caíam 1,9% no pré-mercado, para US$ 43,85, após declarações do executivo-chefe, James Dimon.


O JP Morgan, visto como um dos bancos que melhor sobreviveu à crise financeira, sofreu perdas crescentes em operações com cartões de crédito e portfólio de hipotecas no último ano.

"Os números parecem excelentes e mais uma vez Jamie Dimon e a equipe de administração do JP Morgan mostraram porque são considerados os melhores no setor", afirmou Michael Holland, presidente da Holland & Co, em Nova York.

Já David Dietze, chefe de investimentos da Point View Financial Services, afirmou que o resultado do JP Morgan ainda mostra os efeitos da crise financeira internacional.

"Não creio que podemos desconsiderar dos resultados que estamos em algum ponto além da recuperação do que achavamos que estávamos. Creio que foi um pouco decepcionante o grande aumento nas perdas com empréstimos ao consumidor. Isso foi quase o dobro em relação a expectativas de cerca de 2 bilhões de dólares", afirmou Dietze. 


James Dimon, executivo-chefe do JP Morgan, afirmou que os resultados do trimestre e do ano "não atingiram um retorno sobre capital adequado nem o potencial de ganhos da companhia".


Dimon acrescentou que, "embora estejamos vendo alguma estabilidade na inadimplência, os custos com crédito ao consumo continuam altos e o mercado de trabalho e os preços dos imóveis continuam fracos". "De acordo com isso, permanecemos cautelosos", disse. As informações são da Dow Jones.


No dia 13 de janeiro, os maiores banqueiros de Wall Street enfrentaram duros ataques na primeira audiência da Comissão de Inquérito sobre a Crise Financeira no Congresso americano. Na ocasião, Dimon concordou com o debate que critica a existência de bancos "grande demais para quebrar", mas afirmou ser contra os limites, em discussão, para o crescimento dos bancos.


(Com Reuters)

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