Juro ao consumidor cai para 35,6% e atinge menor valor desde o Plano Real

Já a taxa média, que considera o juro cobrado de pessoas físicas e jurídicas, recuou para 30,1%, menor cifra desde 2000

Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado ,

26 de setembro de 2012 | 11h03

Texto atualizado às 13h10

BRASÍLIA - A taxa média de juros no crédito livre recuou de 30,7% ao ano em julho para 30,1% ao ano em agosto, informou o Banco Central nesta quarta-feira. Este é o sexto mês consecutivo de queda na taxa média de juros, a mais baixa da série histórica do Banco Central, que teve início no ano 2000.

Para a pessoa física, a taxa média de juros recuou de 36,2% ao ano em julho para 35,6% no mês passado. Neste caso, é a menor taxa desde 1994, quando tem início a série do BC sobre o juro cobrado ao consumidor.

Os juros para a pessoa jurídica também caíram, passando de 23,6% para 23,1% anuais, no mesmo período.

As três principais linhas de crédito para pessoa física monitoradas pelo BC registraram queda nas taxas, na comparação mensal. No cheque especial, os juros recuaram de 151% ao ano em julho para 148,6% ao ano em agosto. No crédito pessoal, a queda foi de 39,9% para 39,4%, no mesmo período. Já no crédito para veículos, o recuou foi de 21% para 20,5% anuais, na mesma base de comparação.

Inadimplência

A inadimplência média do crédito livre se manteve em 5,9% em agosto, mesmo porcentual verificado em julho. A inadimplência para pessoa física também ficou estável, em 7,9%. Para pessoa jurídica, o indicador teve ligeira alta na comparação mensal, de 4% para 4,1% no período.

Nas principais linhas monitoradas pelo BC, houve queda na inadimplência no crédito para aquisição de veículos (de 6% para 5,9%) e no crédito para aquisição de outros bens (de 14,2% para 13,7%). No crédito pessoal, a inadimplência subiu de 5,9% para 6,0% e, no cheque especial, passou de 11,8% para 12,2% na comparação mensal.

Spread bancário

O spread bancário médio do crédito livre recuou de 23 pontos porcentuais em julho para 22,5 pp em agosto. Esta foi a sexta vez consecutiva em que o spread recuou no País. No ano até agosto, a redução do spread já é de 4,4 pontos porcentuais. Nos últimos doze meses encerrados no mês passada, a baixa é de 5,3 pontos porcentuais.

O spread médio da pessoa física foi o que apresentou maior redução de julho para agosto (-0,7pp), passando de 28,4 pontos porcentuais para 27,7 pontos porcentuais em agosto. Em doze meses até o mês passado, a queda já está em 6,7 pp.

Já o diferencial da taxa para pessoa jurídica oscilou apenas -0,3 ponto porcentual, passando de 16 pontos porcentuais para 15,7 pontos porcentuais em agosto. Em 12 meses até agosto, o recuo para esse segmento é de 3,3 pontos porcentuais.

O Banco Central informou ainda que em agosto a taxa geral de captação dos bancos nas operações de crédito livre recuou 0,1 ponto porcentual, para 7,6 pontos porcentuais em agosto.

Concessões de crédito

A média diária de concessões do crédito livre caiu 1,3% em agosto em relação a julho, para R$ 8,909 bilhões. O número é o mais baixo registrado desde janeiro deste ano, quando a média diária estava em R$ 8,237 bilhões. Nos últimos 12 meses, a média diária de concessões apresenta alta de 4,2% até agosto.

Para a pessoa física, houve queda de 1,2% na média de concessões em relação a julho e alta de 5,4% na comparação em 12 meses. Já para a pessoa jurídica, houve retração de 1,4% sobre julho e alta de 3,4% em relação há um ano.

O BC informou ainda que as concessões acumuladas cresceram 3,2% em relação a julho, sendo 3,3% para a pessoa física e 3% para a pessoa jurídica. Segundo a autoridade monetária, as concessões totais do crédito livre somaram R$ 204,909 bilhões em agosto.

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