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Juro médio cai para 25,8% ao ano, diz Banco Central

Em maio, inadimplência do crédito livre se manteve estável em 5,5% ao ano pelo terceiro mês seguido 

Eduardo Cucolo e Célia Froufe, da Agência Estado ,

25 de junho de 2013 | 10h51

BRASÍLIA - A taxa média de juros no crédito livre caiu de 26,3% ao ano em abril para 25,8% ao ano em maio, informou nesta terça-feira, 25, o Banco Central. Enquanto isso, a inadimplência do crédito livre se manteve estável em 5,5% pelo terceiro mês seguido em maio.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, previu há pouco que a redução das taxas de juros verificada no mês de maio tanto no crédito livre quanto no direcionado não é uma tendência. Ele fez essa avaliação citando que, apesar da queda vista no mês passado, o custo de captação não recuou. Além disso, conforme o técnico, o País passa por um ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic), que tende a elevar os parâmetros praticados no mercado. 

No fim de maio, o Banco Central elevou a Selic em 0,5 ponto percentual, para 8%.

Para pessoa física, a taxa média de juros no crédito livre recuou de 34,4% ao ano para 34,2% ao ano. Para a pessoa jurídica (PJ), a taxa média de juros recuou de 19,2% ao ano para 18,5% ao ano na mesma comparação.

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa caiu de 136,8% ao ano para 136,3% ao ano na mesma comparação. Para o crédito pessoal, recuou de 36,8% ao ano para 36,7% ao ano. Para veículos, os juros caíram de 19,9% ao ano para 19,7% ao ano. A taxa média de juros no crédito total, que inclui também as operações direcionadas, recuou de 18,5% ao ano em abril para 18,1% ao ano em maio. O juro médio do crédito direcionado recuou de 7,0% ao ano para 6,9% ao ano na mesma comparação.

Inadimplência

Para pessoa física, a inadimplência ficou em 7,5%, no mesmo valor de abril. Para as empresas, o porcentual de 3,7% também ficou estável no período.

A inadimplência do crédito direcionado ficou em 1,2% em maio, mesmo valor de abril. O dado que considera crédito livre mais direcionado mostra inadimplência de 3,6% em maio, mesmo porcentual de fevereiro, março e abril. No crédito livre para pessoa física, a inadimplência no crédito pessoal subiu de 4,4% para 4,5%. No cheque especial, de 7,2% para 8,2%. Na aquisição de veículos se manteve em 6,3%. No cartão de crédito, passou de 26,1% para 26,3%.

Estoque de crédito

O estoque de operações de crédito do sistema financeiro subiu 1,5% em maio ante abril e chegou a R$ 2,486 trilhões Banco Central. No trimestre encerrado em maio, a carteira cresceu 4,3% e, no acumulado do ano, houve alta de 5,00%. Em 12 meses, a elevação foi de 16,1%.

De acordo com a autoridade monetária, o crédito livre aumentou 1,2% no mês e 10,4% em 12 meses, enquanto o direcionado subiu 2% em maio e 24,7% em 12 meses. No crédito livre, houve crescimento de 1% para pessoas físicas no mês, 3% no acumulado do ano e 8,6% em 12 meses.

Para as empresas, no crédito livre, houve crescimento de 1,3% no mês e altas de 1,6% no ano e de 12,4% em 12 meses.

O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) passou de 54,3% em abril para 54,7% em maio.

A expansão do crédito do sistema financeiro em maio, apesar de mais acentuada que em abril, ainda é condizente com a evolução gradual da economia brasileira, na avaliação do Banco Central. A análise consta da nota para imprensa distribuída há pouco pela autoridade monetária.

Conforme o BC, o movimento foi sustentado principalmente pelas contratações com recursos direcionados. Esse segmento foi favorecido pelo dinamismo dos créditos imobiliário, rural e dos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que são voltados à infraestrutura.

O BC avaliou também que o mercado de crédito segue em condições favoráveis e que foi visto, no mês passado, um comportamento de reduções de taxas de juros e de spreads. Além disso, constatou a autoridade monetária, foi verificada a contenção da inadimplência.

Spread

O spread bancário médio no crédito livre caiu de 17,9 pontos porcentuais em abril para 17,2 pontos porcentuais. O spread médio da pessoa física no crédito livre também teve recuo, 25,5 pp em abril para 25,2 pp em maio. Para pessoa jurídica, o spread médio passou de 11,2 pp para 10,4 pp no período.

O spread médio do crédito direcionado caiu de 2,7 pp para 2,5 pp na mesma comparação. O spread médio no crédito total (livre + direcionado) se manteve em recuou de 11,7 pp em abril para 11,2 em maio. Por fim, o BC informou que a taxa de captação dos bancos no crédito livre subiu de 8,4% ao ano em abril para 8,6% ao ano em maio.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, detacou que todos os spreads de maio apresentados hoje na nota de crédito (crédito livre, direcionado, total, pessoa física, jurídica, etc.) são os menores da nova série histórica do Banco Central. A divulgação do novo parâmetro da autoridade monetária teve início este ano, mas os dados foram retroagidos a partir de março de 2011.

Média diária

A média diária de concessões do crédito livre cresceu 9,6% em maio ante abril, para R$ 12,8 bilhões. No ano, a alta foi de 10,9% em relação aos cinco primeiros meses de 2012. Em 12 meses, houve alta de 8,6%. No direcionado, a média subiu 15,3% ante abril, 48,7% no acumulado do ano e 33,3% em 12 meses, somando R$ 2,1 bilhões em maio. Na soma de crédito livre mais direcionado, houve alta de 10,4% no mês, 14,7% no ano e 11,4% em 12 meses.

 

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