Juro médio para pessoa física no crédito livre é o menor da série, diz Altamir

Juro praticado nos empréstimos ficou em 39,4% ao ano em setembro

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

26 de outubro de 2010 | 12h50

O juro médio praticado nos empréstimos concedidos nas linhas de crédito livre ficou em 35,1% ao ano em setembro, sendo que os financiamentos para pessoas físicas registraram juro de 39,4% ao ano. Nos dois casos, foi a taxa mais baixa registrada desde o início da série histórica em julho de 1994.

Também foi recorde o prazo médio dos financiamentos no crédito livre, que atingiu 458 dias na média. Para as pessoas físicas, a média ficou em 541 dias. Nos dois casos, os prazos são os maiores para a série histórica. As informações foram dadas há pouco pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.

Outra marca foi observada na inadimplência. Na média, a inadimplência ficou em 4,7% no mês passado, o menor patamar desde janeiro de 2009, quando estava em 4,6%. Já nas operações para pessoas físicas, a taxa de calote caiu a 6%, no menor nível desde julho de 2005, quando era de 5,9%. No caso dos empréstimos para empresas, a inadimplência de 3,5% é a mais baixa desde junho de 2009, quando era de 3,4%. 

Empréstimos no crédito livre

Os empréstimos no crédito livre apresentaram expansão de 2,4% nos 11 primeiros dias de outubro. O dado preliminar foi dado pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. Segundo ele, a expansão dos financiamentos é liderada pelos financiamentos concedidos às pessoas físicas, que tiveram expansão de 2,7% no período. Já os empréstimos cedidos às empresas cresceram 2,1% nos 11 primeiros dias de outubro.

Altamir também informou que o juro médio praticado no crédito livre teve ligeira elevação, liderado pela alteração na margem cobrada pelos bancos nos empréstimos, o chamado spread bancário. Na média, o spread subiu de 24,1 pontos em setembro para 24,2 pontos no período. Novamente, essa elevação aconteceu nos financiamentos para empresas, cujo spread passou de 18,4 pontos para 18,5 pontos. Já a margem das pessoas físicas seguiu em 28 pontos.

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