Juro para empresas e consumidores é o menor em 13 meses

Anefac mostra que condições de crédito, em termos de prazo e financiamento, retomam níveis pré-crise

18 de junho de 2009 | 13h03

As taxas de juros do crédito para empresas e consumidores caíram pelo quarto mês consecutivo em maio, segundo pesquisa divulgada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) nesta quinta-feira, 18. A exceção no mês foi o juro do cartão de crédito, que ficou inalterado no período.

 

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A taxa média para a pessoa física caiu 0,05 ponto porcentual, para 7,28% ao mês, o menor patamar desde abril do ano passado. Já o juro médio para as pessoas jurídicas caiu 0,06 ponto, para 4,15% ao mês, também a menor em 13 meses.

 

Segundo o documento de divulgação da pesquisa, a queda pode ser atribuída aos recentes cortes na taxa básica de juros, a Selic, promovidos pelo Banco Central e também à expectativa do mercado de que o Copom continuará reduzindo a taxa.

 

A Selic já caiu 4,50 pontos porcentuais desde o início do ano, atingindo o menor patamar de sua historia no último dia 10 de junho, quando foi reduzida a 9,25% ao ano.

 

Entre dezembro de 2008, quando estava em 13,75%, e maio, mês em que a Selic era de 10, 25%, a taxa de juros para a pessoa física caiu 5,52 pontos percentuais, de 137,91% ao ano em dezembro para 132,39% ao ano em maio.

 

No mesmo período, os juros nas operações de crédito para pessoa jurídica tiveram uma redução de 3,79 pontos percentuais, de 66,69% ao ano para 62,90%.

 

Pré-crise

 

Segundo a Anefac, a pesquisa de maio mostra um retorno das condições de crédito anteriores ao agravamento da crise financeira internacional, em setembro do ano passado, tanto em termos de prazos quanto de juros dos financiamentos.

 

A entidade afirma que "o pior da crise pode já ter passado" e que novas reduções da Selic devem ser promovidas nos próximos meses. Além disso, com a melhora do cenário, diz a Anefac, o risco de inadimplência também será reduzido.

 

Em decorrência desses fatores, a associação prevê uma continuidade da melhora das taxas de juros das operações de crédito no Brasil no segundo semestre.

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